Crédito fará com que empresas comercializem tabaco, diz Sérgio Moraes

PTB Notícias 17/04/2009, 9:55


O governo federal deve anunciar hoje a abertura de uma linha de crédito com R$ 10 bilhões para apoiar as agroindústrias e empresas exportadoras.

Parte desse montante seria destinada ao financiamento da comercialização da safra de tabaco.

Os recursos seriam liberados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que faria os repasses às instituições financeiras responsáveis pelos empréstimos às empresas.

Embora não se fale em valores destinados ao setor do tabaco, a previsão é de que sejam disponibilizados pelo menos R$ 600 milhões.

Nesse caso, o Banco do Brasil – a quem as fumageiras recorrem desde o ano passado – ou até mesmo o Banrisul, que já ofereceu um financiamento desse tipo, poderiam ser os concedentes.

Entretanto, outros grupos financeiros também estariam em condições.

O deputado federal Sérgio Moraes (PTB) acredita que a partir de agora as empresas terão condições de captar os recursos necessários à comercialização do tabaco.

“Foi a pressão que fez o governo incluir o setor fumageiro nessa linha”, frisou.

Segundo Moraes, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, teria se comprometido em autorizar os empréstimos para as empresas até o próximo dia 22.

Enquanto isso, fica em banho-maria a manifestação que vem sendo organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Fumo e Alimentação (Stifa) e que promete reunir pelo menos 5 mil pessoas na frente da agência do Banco do Brasil em Santa Cruz.

Embora os deputados da região tenham apontado como certa a concessão do crédito para a compra da safra, diretores das empresas ainda avaliam com cautela a notícia.

São quatro fumageiras que pleiteiam o financiamento.

Segundo os empresários, embora já tenham sido apresentados todos os documentos necessários para análise de crédito, o risco é que haja pouco tempo para as negociações.

Pelo menos desde o começo do ano as empresas estão em busca de dinheiro para comercializar a safra.

O pedido inicial chegou a ser de R$ 4 bilhões, mas como algumas possuíam recursos próprios e ainda obtiveram financiamentos junto a outros bancos, houve redução dos valores, que hoje são estimados em R$ 600 milhões.

* Agencia Trabalhista de Notícias com informações do Portal Gazeta do Sul