Crippa defende projeto de construção de 1,5 mil casas em Catanduva (SP)

PTB Notícias 9/05/2013, 6:52


O presidente da Câmara de Catanduva (SP), vereador Marcos Crippa (PTB), ocupou a Tribuna Carlos Machado para rebater críticas de vereadores sobre o projeto de lei que amplia a macrozona do município – expande área residencial – para a construção de 1.

500 casas próximas ao Jardim Imperial.

O prefeito Geraldo Vinholi (PSDB) já se posicionou que só depende da aprovação desse projeto para dar sequência aos trâmites para a assinatura do convênio com a Caixa Econômica Federal ou com o Banco do Brasil.

Crippa rebateu os argumentos dos vereadores Amarildo Davoli (PT) e de Nilton Lourenço Cândido (PTB), que afirmaram não ser contra a construção das casas, mas que os imóveis deveriam ser construídos mais próximos da cidade.

“Vamos cobrar as melhores condições para a construção do conjunto habitacional, mas temos de ponderar que não têm condições para fazer casas e pagar R$ 25 de parcela no Parque Iracema, por exemplo, se fosse tão fácil assim, o governo Macchione tinha feito muito mais casas do que pode se imaginar”, afirma.

Durante a sessão de terça-feira, Davoli solicitou que a Câmara contrate assessoria para verificar se é possível ampliar a macrozona do município.

Cândido afirmou que residenciais deveriam ser feito mais próximos do centro para não virarem “gueto”.

Crippa ressaltou que esteve em outras cidades que já possuem o projeto do programa Minha Casa, Minha Vida.

“Me interessei em relação à construção dessas casas e fui até algumas cidades onde estão construindo.

O que cabe à Prefeitura é a liberação da área e toda a construção é do Banco do Brasil ou Caixa Econômica com parcelas mínimas e não existem empecilhos para adquirir os imóveis em faixas de renda de 0 a três salários”, afirma.

Segundo Crippa, no próprio projeto, o conjunto habitacional já possuirá toda a estrutura necessária aos moradores.

“A estrutura onde vão ser feita as 1.

500 casas já vem composta por escolas, praças avenidas, não é jogar as pessoas no lugar.

Jogar jogaram no passado, se o Vinholi conseguir fazer essas casas vai conseguir em cinco meses mais que o dobro que o Macchione fez em oito anos e vai fazer metade do que o PT realizou também em oito anos”, ressaltou.

O chefe do Legislativo também alertou os vereadores sobre a possibilidade de mudanças dos projetos federais.

“A Dilma está fazendo isso para ganhar eleição, quem tem um pouco de conhecimento sabe que depois para.

Temos faixa de 0 a 3 salários e posteriormente faixa de 3 a 6 e acredito que a demanda vai ser muito grande”, disse.

“Eu não sei, se dá casas é porque deu, se não dá é porque não deu.

Eu não entendo, às vezes”, complementou.

Crippa ainda reforçou a urgência em aprovar o projeto.

“Precisamos liberar com uma certa urgência, vão acabar as liberações, se Catanduva demorar muito vai ficar de fora.

Não podemos perder, quem precisa da casa está esperando, quem paga aluguel sabe o quanto custa.

Veja bem os senhores, se hoje enfrentam problemas no Gabriel Hernandes foi um erro do passado, não podemos querer crucificar hoje por erros de antes.

Cobrar vamos cobrar, o pobre tem o mesmo direito”, disse.

Crippa finaliza ainda que não irá medir esforços para que o projeto seja aprovado.

“No que depender desse vereador, vamos fazer de tudo para que saia essas casas e de maneira urgente.

Catanduva virou uma especulação em relação aos imóveis.

Custa muito mais do que muitos lugares do país.

Vamos aprovar e vamos pontuar onde vai ser e cobrar toda a estrutura.

Eu me posiciono extremamente favorável para essas pessoas que sofrem pararem de pagar o aluguel todo mês.

Se tiver toda a estrutura, não sei e não entendo porque possa ser contrário”, finalizou.

* Agência Trabalhista de Notícias (LL), com informações do portal O Regional