Cristiane Brasil comenta pesquisa sobre participação das mulheres nas eleições

PTB Notícias 27/07/2006, 10:34


A vereadora Cristiane Brasil, que concorre a uma vaga de deputada federal pelo PTB do Rio de Janeiro, comentou a pesquisa divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que traça um panorama do eleitorado feminino brasileiro e a participação das mulheres nas eleições de 2006.

Segundo o estudo do TSE, mesmo sendo as mulheres a maioria do eleitorado brasileiro (cerca de 65 milhões dos 125,9 milhões de eleitores), o grande número de candidatos nas próximas eleições é formado por homens.

“Expor argumentos que justificassem números tão pouco expressivos é fácil.

Destaca-se o fato de que a mulher brasileira começou a participar da política tardiamente, passando a ter direito ao voto só por volta de 1930″, diz a vereadora Cristiane Brasil, buscando explicar a baixa participação da mulher na disputa por cargos eletivos.

De acordo com o levantamento do TSE, dos 19,1 mil candidatos que concorrem a diferentes cargos nas eleições de outubro, 16,4 mil são homens (86,05%), e apenas 2,6 mil, mulheres (13,95%).

Ainda assim, as eleições de 2006 avançaram: este ano serão 23% de mulheres a mais que nas eleições de 2002, ou 506 candidatas a mais.

No âmbito geral das eleições, o percentual de mulheres candidatas é de 13,95%.

Para o Senado ele sobe para 16,23% (37 candidatas), e no caso das Assembléias Legislativas, para 14,17% (1.

790).

O percentual mais alto de mulheres candidatas é na disputa para a Câmara Distrital, em Brasília – 21,13% são do sexo feminino.

“Para se chamar a atenção da mulher para uma maior participação na política, é necessário que se incentive tal interesse, através de políticas públicas que promovam a igualdade e a valorização do papel feminino na sociedade.

Ser mulher na política deveria ser comum como ser médica, dentista, professora etc, mas não é assim”, lamenta a vereadora do PTB.

Segundo Cristiane, o passo inicial para se mudar esta conjuntura é mudar na base.

“Nós mulheres sabemos do nosso poder de comunicação, de convencimento e também de nossa determinação, fatores que são primordiais para a vida pública.

Por isso, é fundamental a criação de associações femininas por todo o País, que ouçam diretamente os anseios sociais para que estes sejam levados a público, discutidos.

Com essa iniciativa, surgiriam cada vez mais lideranças entre as mulheres, e certamente a formação de ideais e personagens femininos naturalmente se consolidaria”, diz a candidata do PTB.

O Tribunal Superior Eleitoral enfatizou que a estatística foi elaborada a partir da base de dados de candidatos cadastrados até o último dia 18 de julho.

Algumas candidaturas ainda estão sendo conferidas pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), o que pode gerar alteração na base de dados.

Pelo Partido Trabalhista Brasileiro (com suas coligações) concorrem este ano cerca de 140 mulheres.

O estado que mais apresenta candidatas é São Paulo, com 25 mulheres concorrendo (5 para Federal e 20 para Estadual).

Em seguida vem o Rio de Janeiro, com 22 candidatas (9 para Federal e 13 para Estadual).

O Distrito Federal aparece em 3º lugar, com 12 candidatas (todas para Distrital).

Em contrapartida, alguns estados não apresentam nenhuma candidata, como é o caso do Amazonas e de Mato Grosso.

Agência Trabalhista de Notícias