Cristiane Brasil defende licença-maternidade de seis meses

Agência Trabalhista de Notícias - 13/04/2018, 7:43

Crédito: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

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A Câmara dos Deputados vai começar a analisar projeto do Senado Federal (PLS 72/2017) que torna obrigatória a licença-maternidade de seis meses para mulheres que trabalham na iniciativa privada, pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Hoje, essa licença é de quatro meses, mas há benefícios fiscais para empresas que concedem a licença-maternidade de 180 dias para as funcionárias. A proposta já foi aprovada pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado e será encaminhada à Câmara.

A deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) destaca os benefícios da licença-maternidade maior para mães e filhos. “Quanto mais tempo uma mãe conseguir passar com seu filho pequeno, amamentar com tranquilidade, tendo a certeza de que ela voltará a ocupar o seu posto de trabalho, melhor para essa mãe, melhor para essa criança”, afirma.

Mercado de trabalho

Apesar de reconhecer esses benefícios, a parlamentar teme que uma licença-maternidade de seis meses acabe por comprometer o mercado de trabalho para as mulheres em idade reprodutiva. “É um custo a mais para quem contrata”, lembra.

Cristiane Brasil espera que os empregadores tenham a sensibilidade para entender que ter filhos para a sociedade brasileira é tão importante quanto ter lucros, e que é necessário valorizar os vínculos entre a mãe e o bebê.

Atualmente, tanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) quanto o Ministério da Saúde defendem que as mulheres possam amamentar seus bebês exclusivamente com o leite materno até os seis meses de vida.

Com informações da assessoria da Liderança do PTB na Câmara dos Deputados