Cristiane Brasil destaca campanha para combate à violência contra a mulher

PTB Notícias 25/11/2014, 17:50


A presidente nacional do PTB Mulher, deputada federal eleita Cristiane Brasil (RJ), elogiou a iniciativa tomada pela presidente do movimento feminino petebista no Estado de São Paulo, Marlene Campos Machado, de lançar na internet campanha de incentivo a denúncias e combate à impunidade em relação à violência contra a mulher.

A campanha, iniciada no Dia Mundial de Combate à Violência contra as Mulheres, incentiva as pessoas a colocarem em suas fotos de profile no Facebook uma tarja laranja com os dizeres “Eu digo Não à violência contra a Mulher”.

Para Cristiane Brasil, a ação do PTB Mulher paulista é imprescindível para mobilizar o maior número possível de pessoas na luta contra a chaga da violência que atinge milhares de pessoas a cada ano.

“A campanha lançada por Marlene Campos Machado nesta terça-feira, 25 de novembro, dia que marca o combate mundial à violência contra a mulher, além de uma bela iniciativa, confirma o papel de vanguarda exercido pelo PTB Mulher de São Paulo na luta em favor de todas nós, mulheres.

Marlene assume o papel de protagonista nas ações políticas de alerta à sociedade, e tem o mérito de conseguir chamar a atenção de todos para uma violência que mata, que destrói lares e famílias, que sobrecarrega o sistema de saúde, que afeta a economia do país e que só gera ainda mais violência.

Marlene está de parabéns em encampar, com todo o seu vigor e energia, uma batalha para a qual não podemos mesmo esmorecer, pois os números da violência contra a mulher no Brasil são assustadores, e mais assustador ainda é o rastro de sofrimento, dor e desamparo que ela deixa.

O PTB Mulher de São Paulo sai na frente e mostra o seu compromisso com esta luta”, afirmou Cristiane Brasil.

Além do registro dos mais de 50 mil estupros em 2013 (anuário de segurança pública), uma em cada três mulheres é vítima de abusos físicos em todo o mundo, como indica uma série de estudos divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os dados da OMS indicam que 7% das mulheres correm o risco de sofrer violência em algum momento das suas vidas, o que resulta em consequências dramáticas para a saúde física e mental de milhares de vítimas e suas famílias.

Para Marlene Campos Machado, “muitas dessas vítimas não denunciam, seja por medo ou por incerteza de punição de seus agressores”, disse.

“Por isso, todos nós devemos expor publicamente nossa indignação com estes atos.

É preciso mostrar que vergonha não deve ser um sentimento das vítimas e sim de quem pratica atos de violência”.

“O objetivo da nossa campanha é mostrar que todos os brasileiros, que sonham com um país melhor, repudiam a violência e vão combater este mal juntos, já que esta é uma luta de toda sociedade”, afirmou Marlene.

Agenda para o paísAlém de elogiar a campanha do movimento feminino em São Paulo, a presidente do PTB Mulher, Cristiane Brasil, aproveitou o Dia Internacional de luta contra a violência para reivindicar do Congresso Nacional maior engajamento na aprovação de projetos que combatam a impunidade nas agressões e casos que envolvem as mulheres.

Cristiane pediu urgência na votação de alguns projetos, como o PL 7371/2014, que cria o Fundo Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e tem requerimento de urgência para ser votado no plenário da Câmara; o PL 6293/2013, que torna a violência doméstica crime de tortura; o PLS 292/2013, que insere o feminicídio como qualificador do homicídio; o PLS 295/2013, que garante atendimento especializado no Sistema Único de Saúde (SUS) às mulheres vítimas de violência; e o PLS 294/2013, que exige rapidez na análise de prisão preventiva dos agressores.

Para a presidente do PTB Mulher, já passou da hora de os parlamentares e o Palácio do Planalto mostrarem que o compromisso de combater e erradicar todas as formas de agressão às mulheres não é apenas um discurso para ganhar votos das eleitoras brasileiras.

“O combate à violência contra as mulheres não pode aparecer apenas em datas especiais como este dia 25 de novembro, ou no Dia Internacional da Mulher, em 8 de março.

A luta pela erradicação dos abusos e da violência e pela garantia dos direitos das mulheres precisa estar na agenda política diária do Congresso e nas ações e políticas públicas do governo federal.

As mulheres e o povo brasileiro reconhecem a Lei Maria da Penha como uma lei útil para enfrentar a violência, mas para que a legislação seja efetivamente aplicada, ela depende de recursos da União e dos governos estaduais.

É preciso ter campanhas educativas e preventivas para enfrentar e denunciar esta violência.

É preciso, enfim, o engajamento concreto da Presidência da República, do Congresso Nacional, das assembleias legislativas, dos governadores, dos movimentos organizados da sociedade, para juntos, darmos um basta definitivo à violência que ameaça e vitima diariamente milhares de brasileiras”, afirmou Cristiane Brasil.

Agência Trabalhista de NotíciasFoto: Divulgação