Cristiane Brasil diz que mudanças na lei eleitoral aprofundaram desigualdades entre candidatos

PTB Notícias 4/10/2016, 20:25


Imagem Crédito: Geraldo Magela/Agência Senado

[vc_row][vc_column][vc_column_text css=”.vc_custom_1475623335642{margin-bottom: 0px !important;}”]A deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), em pronunciamento no Plenário da Câmara na segunda-feira (03), comentou os resultados das eleições municipais realizadas no último dia 02, e criticou as mudanças recentes na legislação eleitoral, principalmente a restrição ao financiamento de campanhas. Para a deputada petebista, as novas regras, que limitaram as doações apenas às pessoas físicas, dificultaram a situação da grande maioria dos candidatos a vereador e prefeito, que não tiveram condições de expor suas propostas à população.

“Minha fala é para parabenizar todos os candidatos, sejam eles de que partido forem, que tiveram coragem de botar seu nome e sua reputação à prova, numa eleição tão difícil, tão complicada, com tantos nãos, com tantas dificuldades, em especial de financiamento. Eu acho que todos eles, independentemente do resultado, foram vitoriosos, por conta de tanta agonia que passamos nesse pleito eleitoral. Deus me livre! Que horror! Coitados! Os candidatos a vereador não tiveram nem como expor direito suas propostas e não conseguiram atingir a população de uma maneira geral. No dia da eleição, um monte de gente ainda me perguntou em quem deveria votar. Foi uma campanha muito difícil”, disse Cristiane Brasil.

A deputada petebista disse acreditar que as eleições municipais vão provocar um novo debate no Congresso Nacional e no ambiente político. Para ela, a reforma política recentemente aprovada causou uma série de distorções para o financiamento dos candidatos, tanto de centro como de esquerda ou direita.

“Nós vimos nessa eleição que apenas aqueles grupos que têm financiamento próprio tiveram um melhor resultado. O Solidariedade, por exemplo, que foi o partido novato que mais cresceu, tem uma estrutura voltada para dentro dos sindicatos, que têm financiamento próprio. Partidos que são ligados a algum grupo religioso e que têm um plano de governo também foram beneficiados nesse sentido. Hoje, profissionais liberais, médicos, engenheiros, advogados, que, em geral, podiam pensar em um financiamento de campanha, estão patinando nesse quesito, e muitos ficaram de fora. Eu penso que, em um País onde a democracia tem que dar realmente condições de igualdade de oportunidades até para concorrer, nós estamos em desigualdade em relação a grupos mais organizados”, afirmou a deputada petebista do Rio de Janeiro.

Cristiane Brasil concluiu seu pronunciamento afirmando que os resultados das urnas das eleições municipais de 2016 abrem a oportunidade da rediscussão sobre o financiamento privado, já que o modelo atual, para ela, privilegiou alguns grupos em detrimento de outros.

Com informações da Agência Câmara Notícias[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]