Cristiane Brasil e Marli Iglesias abrem Encontro Nacional do PTB Mulher

PTB Notícias 13/05/2009, 16:28


A presidente do PTB Mulher, Cristiane Brasil, abriu na tarde desta quarta-feira (13/05), juntamente com Marli Iglesias, vice-presidente do movimento, o Encontro Nacional do PTB Mulher, que está aconteceu no auditório José Carlos Martinez, na sede do Diretório Nacional do PTB.

No discurso de abertura do evento, Marli Iglesias saudou as companheiras dos diferentes estados que se fizeram presentes no Encontro, atendendo ao chamado de construção partidária feito pelo Partido Trabalhista Brasileiro.

Marli agradeceu a liderança de Cristiane Brasil, que faz com que a atuação do PTB Mulher mantenha-se em movimento.

“Essa mulher, que é quase uma menina, sempre me dá banhos de exemplos de vida”, afirmou a petebista, que completou: “Obrigada Cris.

O mundo está carente de outras Cristianes como você”.

Marli lembrou que o movimento passou por uma fase de reestruturação em 2007, quando Cristiane Brasil assumiu a presidência do PTB Mulher, e a pedido de Cristiane, fez um breve relato da história do movimento feminino dentro do PTB, principalmente no segmento gaúcho do partido.

Segundo explicou Marli Iglesias, a semente que gerou o PTB Mulher começou a brotar no começo da década de 90, quando as mulheres gaúchas, preocupadas com a abertura dos espaços da mulher no contexto político partidário, passaram a buscar a igualdade de condições para as futuras gerações do partido.

Primeiramente denominadas “As Mulheres do PTB “, posteriormente o grupo passou a se denominar Movimento Petebista Feminino, sigla que, segundo Marli, passou a ser utilizada pelas mulheres gaúchas em todo e qualquer encontro do partido, assim como nas campanhas eleitorais.

A dirigente petebista lembra que foi o então deputado e hoje senador Sérgio Zambiasi um dos responsáveis por fazer o movimento se ampliar para todo o Brasil.

“Em janeiro de 1993, num encontro da Executiva Regional gaúcha, o então presidente do diretório, Sérgio Zambiasi, oficializou o Movimento Petebista Feminino como órgão de apoio e cooperação partidária, instalando uma Comissão Provisória Regional com o objetivo de organização e estruturação do movimento em todo o Estado.

Além disso, nos lançou um desafio: eleger a primeira senadora da história do Rio Grande do Sul.

A Comissão foi formada por mim, Sibel Ramos, Terezinha Irigaray, Iára Lopes e Emília Fernandes (na época vereadora da cidade de Santana do Livramento ).

Zambiasi lançou o desafio e nós fomos à luta, e nós nos unimos pra cohstruir a candidatura de Emília Fernandes.

Ele sabia que as mulheres sempre fazem o possível e o impossível para vencer os desafios, e nós vencemos, com a eleição de Emília e a posterior organização do movimento, que me levou a ser eleita, no biênio 93/95, como presidente do Movimento Petebista Feminino do Estado do Rio Grande do Sul”, disse Marli.

A petebista lembrou que após as eleições, o movimento tinha 427 diretórios no Estado.

Durante a realização de um Encontro Estadual do partido, que contou com a presença do presidente nacional, foram levados diversos ônibus ocupados apenas por mulheres, uniformizadas com camisetas, que marcaram presença maciça no evento.

Na camiseta estava escrito apenas PTB Mulher, que foi adotado como o novo nome, juntamente com a sugestão de levar o movimento para o âmbito nacional.

Marli Iglesias disse também que em sua primeira reunião nacional, realizada em Brasília, participaram 14 estados, quando a presidência foi passada para a senadora Regina Assumpção, de Minas Gerais.

Após um breve período, o movimento perdeu força, e as mulheres foram procurar o então presidente nacional, José Carlos Martinez, para que pudessem reativar o PTB Mulher.

O mesmo autorizou a realização de uma convenção, onde foram eleitos novos diretórios e comissões, e onde Marli Iglesias reassumiu a presidência, posteriormente passada para a deputada Edna Macedo.

Após outro período de inatividade, a vereadora Cristiane Brasil assumiu a presidência do movimento.

Atualmente, com exceção dos Estados do Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, onde o PTB Mulher não parou de funcionar, todos os outros Estados estão em processo de reconstrução.

“A beleza do papel da mulher nesse contexto é estar sempre pronta para construir e reconstruir, para estimular as companheiras a partir do zero para reconstruir uma nova frente de atuação partidária.

Temos que estar sempre preparadas para brigar por nossa participação nos eventos futuros do partido.

Vamos arregaçar as mangas e reconstruir o PTB Mulher em todos os estados brasileiros.

Sejamos fiéis partidariamente, mas antes disso, sejamos fiéis entre nós mesmas.

O momento é nosso, por isso, não vamos mais parar de trabalhar e de chamar cada vez mais mulheres à luta partidária e para ampliar o espaço da mulher no processo decisório do PTB”, disse a petebista, finalizando seu discurso no Encontro Nacional.

Agência Trabalhista de Notícias