Cristiane defende adoção de medidas para inibir violência contra mulheres

PTB Notícias 6/12/2013, 16:52


A Câmara dos Deputados promoveu, na quarta-feira (4/12/2013), no plenário, uma comissão geral, para um grande debate sobre a questão da violência contra a mulher.

Nos discursos, autoridades e especialistas destacaram os avanços do país em busca da igualdade entre homens e mulheres — objetivo que, para a maioria dos participantes, ainda está longe de ser alcançado.

Mesmo com os avanços dos últimos anos, dados mostram que seis mulheres ainda são estupradas por hora no país.

A presidente nacional do PTB Mulher, Cristiane Brasil, elogiou a realização da sessão especial, e defendeu a adoção, em todo o Brasil, de um projeto apresentado durante a comissão geral.

O projeto, denominado “botão do pânico”, foi apresentado pelo prefeito de Vitória (ES), Luciano Santos Rezende, e prevê a distribuição gratuita de um aparelho, uma espécie de campainha, às mulheres carentes em bairros onde sejam mais elevadas as estatísticas de violência doméstica.

A campainha, quando acionada por três minutos ou mais minutos, dispara um alarme na sede da Guarda Municipal da cidade.

A partir daí, a viatura mais próxima vai para a localidade onde se encontra a vítima, enquanto também é avisado o carro da delegacia especializada em violência contra a mulher.

Ao ser acionado o botão, o áudio de onde se encontra a possível agredida começa automaticamente a ser gravado, e a gravação serve como prova no processo judicial.

Para Cristiane Brasil, toda medida que tem como objetivo reduzir os alarmantes índices de violência contra a mulher é bem vinda e deve ter a acolhida das autoridades públicas.

“No debate realizado na Câmara, ficou evidenciado que a solução encontrada pelo prefeito de Vitória apresentou excelentes resultados.

O prefeito salientou que nenhuma das mulheres que teve acesso ao mecanismo distribuído pela prefeitura foi agredida novamente.

E as estatísticas comprovam que um dos maiores problemas da violência contra a mulher é a reincidência, já que o parceiro é o responsável por mais de 80% dos casos reportados às autoridades.

E outro problema é o fato de que, em 69,9% dos casos, a violência ocorre dentro de casa.

Portanto, um dispositivo como este é fundamental para ajudar na proteção da mulher contra o agressor que vive próximo a ela.

Não bastam apenas campanhas de conscientização, é preciso ideias criativas e ações efetivas para impedir que mulheres, mães, filhas, avós, domésticas, sejam agredidas, não apenas fisicamente, mas também sexualmente.

Vamos dar um basta a esta triste realidade do nosso País”, afirmou Cristiane.

Agência Trabalhista de Notícias (Eduardo Ladeira)Foto: J.

R Neto