Delvito discute com Dnit correções na obra da travessia urbana na BR-251

PTB Notícias 12/09/2013, 17:05


O prefeito de Unaí, Delvito Alves (PTB), recebeu o superintendente do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) de Minas Gerais, Álvaro Campos, na terça-feira (10/9/2013).

Campos foi a Unaí acompanhado pelo engenheiro-chefe do serviço de engenharia do órgão, Alexandre Oliveira, para discutir problemas envolvendo a obra da travessia urbana do município.

Participaram também da reunião o vice-prefeito Hermes Martins, o secretário João Lúcio Lima (Obras), os vereadores Dorinha Melgaço e Edimilton Andrade, engenheiros da Tamasa (empresa responsável pela execução da obra), e ainda os presidentes das Associações Comunitárias e de Moradores dos Bairros Riviera Park, Vale do Amanhecer, Park Areia e dos Produtores Rurais da região do Areia e Santa Rita.

As principais reclamações dos moradores são o fechamento (logo após a ponte, no sentido Unaí-Brasília) do acesso para os bairros, o que obrigaria os condutores a andar mais 3 quilômetros para fazer o retorno; e também a falta de espaço na ponte para passagem de pedestres e ciclistas.

Para Delvito, os problemas na execução da obra hoje são consequência de um projeto elaborado sem a devida participação da sociedade.

“Nós sabemos que o projeto, à época, foi feito sem ao menos uma audiência pública e sem discussão com os moradores”, criticou.

Mesmo admitindo as dificuldades atuais, o prefeito do PTB disse estar agradecido ao governo federal pela “obra grande e cara, que gerou empregos e movimentou a cidade”.

Delvito agradeceu igualmente a presença no gabinete municipal do superintendente estadual do Dnit .

“A presença do Dnit aqui é a garantia de que eles também querem uma solução para o problema.

“O superintendente Álvaro Campos disse que, ao chegar a Unaí, percorreu todo o trecho da obra da travessia, e deparou com “uma série de problemas”.

Ele, no entanto, afirmou que há muita disposição do Dnit em buscar o melhor caminho para corrigir os erros do projeto básico original (anterior à chegada dele no órgão federal).

“Porém, não temos como prometer soluções imediatas para as demandas dos moradores e das autoridades”, salientou.

Segundo ele, o Dnit não pode comprometer-se com a correção das irregularidades “no curto prazo”, em razão do cumprimento de contrato e problemas orçamentários.

“O contrato está em fase final”, explicou, “e já não há mais recursos no orçamento para aplicação nesta obra.

“RotatóriaA representação dos moradores pleiteava ao Dnit a construção de um viaduto no local como solução de acesso aos bairros.

O superintendente descartou a ideia como “inviável técnica e normativamente”.

De acordo com Campos, a construção de uma rotatória seria a solução para o problema do retorno.

Ele disse que a obra da rotatória torna-se ainda mais premente, agora que será fechado o acesso aos bairros, e justifica: “Precisamos abrir o trânsito sobre a ponte, porque a Tamasa tem até dezembro para entregar a obra.

E outra coisa: é grande o risco de acidentes ali com o acesso aberto.

“Álvaro Campos admitiu, porém, que o Dnit não tem como bancar o projeto isolado da rotatória, já que a obra da travessia foi aditada no limite máximo.

Na busca de uma solução conjunta, o superintendente pediu ajuda ao município para atacar os problemas pontuais e corrigir o projeto federal.

O prefeito Delvito Alves respondeu que é hora de construir diálogos e arranjar soluções e não engrossar o coro de problemas.

“Se depender também do município, vamos buscar parcerias com o governo federal.

Se o Dnit não tem como fazer intervenções por falta de recursos, precisamos buscar soluções nem que sejam paliativas, para depois, no futuro, discutir a execução de novos projetos de intervenções na travessia urbana.

“Como solução paliativa, o presidente da Associação dos Moradores do Riviera Park, Cabo Mota, apresentou o croqui de um projeto emergencial para resolver o impasse.

“Pelo exposto aqui, concordamos que tem de fechar o acesso.

Mas também gostaríamos que o Dnit avaliasse nossa sugestão paliativa até uma solução definitiva da construção da rotatória ou outras intervenções no local”, afirmou.

Delvito considerou as intervenções de relevância fundamental para o município, ao explicar que toda aquela região em volta da travessia será área habitacional e ficará dentro da cidade.

Hoje, cerca de 3.

000 pessoas vivem nos bairros que serão afetados pelo fechamento do acesso, sendo obrigados a rodar mais 3 km para fazer o retorno.

Agência Trabalhista de Notícias (FM), com informações da Prefeitura de UnaíFoto: Prefeitura de Unaí