“Depois de uma overdose de lulismo, a temperança de Dilma vem em boa hora”

PTB Notícias 3/01/2011, 19:21


Leia abaixo comentários do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, publicados em seu blog na internet ( (http://www.

blogdojefferson.

com/) www.

blogdojefferson.

com) nesta segunda-feira (03/01/2011):Sob nova direção Iniciamos 2011 sob nova direção e, já nos primeiros movimentos da nova presidente, pôde-se perceber que o continuísmo não será a marca deste governo (pelo menos no estilo).

Será um tempo de mais equilíbrio e discrição, de um protagonismo suavizado.

Apesar de ainda ser cedo para fazer qualquer análise sobre como Dilma se comportará na cadeira de presidente, parece que a sobriedade vai se impor à tentação midiática exaustivamente explorada por Luiz Inácio Lula da Silva.

Depois de uma overdose de lulismo, a temperança de Dilma vem em boa hora.

Para ficar na históriaFoi bonito e emocionante o primeiro dia do ano, com a posse de Dilma Rousseff, primeira presidente mulher eleita no País.

Dilma foi elegante e simpática em todos os momentos.

Emociona não só ter uma mulher no comando do Brasil, marcando, quiçá e tomara, uma nova fase nacional, mas também por ter mais uma presidente eleita pelo voto direto do brasileiro.

A democracia sempre emociona e faz o coração bater mais forte e cadenciado.

AntípodasVale registrar a abissal distância entre os estilos de Zé Dirceu e Antonio Palocci.

O primeiro, dizia “o meu governo”, o segundo, “a minha equipe”.

Aliás, presenciamos um banho de humildade na arrancada do governo Dilma.

Últimos fogosO agora ex-presidente Lula, é preciso reconhecer, fez uma jogada de mestre na história do terrorista italiano Cesare Battisti.

A decisão, não se engane, é completa e absolutamente equivocada, mas o momento escolhido por Lula para afagar a esquerda brasileira mais ranzinza é que merece reconhecimento: dia 31, último dia do ano, véspera da posse da primeira presidente mulher.

O assunto subiu, brilhou e apagou-se como os fogos de artifício que, pelo país e pelo mundo, deram boas-vindas ao ano novo e afastaram os demônios.

Ainda bem que Dilma começa seu governo sem ter que decidir o que fazer com o terrorista italiano.

O assunto está encerrado.

Cuidado com o guloso!A necessidade de a nova presidente liderar um pacto nacional pela reforma tributária se impõe até mesmo por conta das últimas declarações de Lula, enquanto presidente e já vestindo o pijama.

Por diversas vezes, Lula afirmou que pretende atuar, tanto no seu partido como junto aos líderes das outras agremiações, para viabilizar as reformas, percorrendo o País para convencer empresários, governadores e congressistas da necessidade de se implementar mudanças.

Se Dilma bobear, Lula lhe toma essa bandeira das mãos e ficará com os louros da vitória, caso haja êxito na iniciativa.

Ele, que em oito anos não conseguiu realizar qualquer reforma, mesmo com toda sua popularidade, quer agora liderar de fora pra dentro o processo.

Que ninguém pense que Lula ficará sem apetite para a política.

Ele pode até desencarnar da presidência, mas dificilmente largará o osso do seu esporte preferido: ser o eterno candidato.

Estrela em ascensão (1)Depois da posse, a estrela vermelha que subiu do PT e brilhou foi a de José Eduardo Cardozo, novo ministro da Justiça.

Sua posse foi uma das mais concorridas, contando com nada menos que 400 convidados.

O discurso de Cardozo teve momentos de emoção, como quando, por exemplo, saudou Lula e citou a ex-prefeita de São Paulo e deputada federal Luiza Erundina, que se emocionou com os aplausos.

Estrela em ascensão (2)O novo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, já começou com as mãos cheias de trabalho, tendo de defender a não-extradição de Cesare Battisti e apostando que não haverá retaliações da Itália, país que aguardava ansiosamente a oportunidade de cumprir a pena de prisão imposta por seus tribunais ao terrorista acusado e condenado por assassinar quatro pessoas.

Mas, ao mesmo tempo, Cardozo também começa tendo de tratar da segurança na Copa, da manutenção da paz no Rio de Janeiro e, além de tudo, prometendo ações mais discretas da Polícia Federal.

A luta continuaHá quatro anos, quando assumiu seu 1º mandato de governador no Rio, Sérgio Cabral encontrou um estado dominado pela violência.

Em quatro anos, ele começou a mudar essa realidade, ao colocar o peso do Estado nesta guerra, com ações inteligentes, e não apenas palavras.

Que o governador, em seu 2º mandato que se inicia agora, continue firme nesta missão de paz, para que o cidadão seja o verdadeiro dono das ruas.

O banditismo não tem mais lugar numa cidade que sediará os Jogos Militares Mundiais, a Copa das Confederações, a Copa do Mundo e as Olimpíadas de 2016.

Novos temposEm sua coluna/blog no “Estadão”, Fernando Gabeira deu destaque ao ataque de hackers que tirou o site do Planalto do ar ontem.

Notícia que, em tempos de WikiLeaks, tem sua importância, mas que não recebeu maiores destaques no noticiário.

Gabeira lembra que Lula, discretamente, assinou um tratado de não-agressão com a Rússia, acusada, apesar de não provado ainda, de paralisar computadores da Estônia.

Além disso, o colunista/político aponta que há, hoje, uma dotação de R$ 7 milhões, via Finep, para desenvolver uma criptografia brasileira, o que em sua opinião de leigo, como ele próprio reconhece, parece pouco.

Em verdade, parecemos mesmo despreparados para a guerra cibernética que há tempos se anuncia.

Vê-se, por exemplo, pela reação da imprensa, que pouca bola deu ao suposto ataque de ontem.