Deputado Arlen Santiago apoia Associação dos Docentes da Unimontes

PTB Notícias 24/08/2016, 10:20


Imagem Crédito: Divulgação

[vc_row][vc_column][vc_column_text css=”.vc_custom_1472044636992{margin-bottom: 0px !important;}”]O deputado estadual Arlen Santiago (PTB-MG) recebeu na terça-feira, 23, representantes da Associação dos Docentes da Unimontes – Aduminontes, os professores Afrânio Farias de Melo e Narciso Ferreira dos Santos Neto, que buscam apoio para solucionar a situação da greve na Universidade, que está prestes a completar quatro meses. Entre as reivindicações, estão reajustes salariais, reestruturação da carreira e incorporação de gratificações aos vencimentos. A greve teve início no dia 2 de maio e, segundo os professores, continuará até que as negociações com o Governo do Estado sejam favoráveis. Eles garantem que há cinco anos não há reajuste nos salários e que as demandas vão além disso.

De acordo com os professores, em todo esse período, apesar do governador Fernando Pimentel ter sido eleito sob a perspectiva de inverter prioridades no Estado, poucos avanços foram alcançados. Eles ainda afirmam que o Governador se mantém em silêncio e não teve o trabalho de sequer se pronunciar sobre a greve que atinge milhares de estudantes. Arlen Santiago afirma que o descaso com as solicitações dos docentes é nítido e que a insatisfação dos servidores só aumenta.

“Até agora, a única proposta do Governo é para que os professores mantenham o salário base inicial de R$ 885,65 e R$1.368,91 para um professor universitário com pós-graduação. Professores universitários recebendo um salário-mínimo por mês, é uma situação inadmissível. O Governo precisa cumprir o acordo previamente feito, garantindo melhores condições para a classe”. Entre as promessas, está a de que o Governo enviaria um projeto de lei à Assembleia Legislativa incorporando duas gratificações recebidas ao salário-base, a qual foi acordada em reunião realizada no dia 15 de setembro de 2015, com a Adunimontes e a Associação dos Docentes da UEMG. No entanto, o acordo foi desfeito e usaram como justificativa a Lei de Responsabilidade Fiscal. Contudo, contraditoriamente, em março deste ano, foi concedido um reajuste aos professores de ensino básico.

O Deputado também afirmou que vai verificar e tomar as devidas providências em relação aos casos relatados de perseguição aos servidores da Unimontes. Entre as reclamações, está a de que, pela primeira vez na história, o Estado ajuizou uma ação no Tribunal de Justiça de Minas Gerais – TJMG, alegando que a greve é ilegal e pedindo o imediato retorno das atividades. A liminar, porém, foi negada. “O Governo, que tanto se orgulha em dizer que é dos trabalhadores, transferiu para o judiciário a sua obrigação que é a de governar. Estou ao lado dos servidores da Unimontes. Continuarei apoiando o movimento e farei o possível para garantir que os diálogos aconteçam e, principalmente, para que as demandas sejam atendidas”, afirmou Arlen Santiago. Até que as negociações ocorram, ainda não há previsão para o retorno das aulas.

Com informações da Gazeta Norte Mineira[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]