Deputado Braulio Braz trabalha contra fechamento do Parque do Caparaó

PTB Notícias 17/09/2013, 8:24


Os deputados estadual Braulio Braz (PTB-MG) e federal Renzo Braz (PP) foram comunicados, pela Chefia do Parque Nacional do Caparaó (PNC), da possibilidade de fechamento da instituição, devido a problemas financeiros, e, desde então, os parlamentares têm se empenhado para evitar o encerramento das atividades do PNC.

Inicialmente, os deputados conversaram e encaminharam ofício, juntamente com todas as informações necessárias, para os ministros do Turismo, Gastão Dias Vieira, e do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, além dos senadores mineiros, Aécio Neves, Clésio Andrade e Zezé Perrella, e do senador Ricardo Ferraço, do Espírito Santo.

Levando-se e conta que o PNC é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), autarquia vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, o deputado Renzo Braz pretende mobilizar demais parlamentares da esfera federal e solicitar que o governo reveja os valores repassados às Unidades de Conservação Federais, tendo em vista que grande parte das instituições administrada pela ICMBio passa por dificuldade parecida.

Vale ressaltar que em 2006, último ano antes da criação do ICMBio, o PCN recebeu mais de R$ 200 mil/ano – para serviços, diárias, material de consumo e aquisição de bens permanentes.

Em contrapartida, em 2012, o PCN recebeu apenas R$ 2,5 mil/ano – para material de consumo e serviços (incluindo manutenção de equipamentos).

A Analista Ambiental e Chefe do PCN, Thais Faria Rodrigues, desenvolveu um relatório em que descreve todas as dificuldades enfrentadas pelo parque e, com apoio do Circuito Turístico Pico da Bandeira e do Consórcio Consultivo do Parque, está buscando apoio para viabilizar recursos e impedir o fechamento da instituição.

Parque Nacional do CaparaóO Parque Nacional do Caparaó (PNC) foi criado em 1961 e possui uma área de 38.

000 hectares, em nove municípios de MG e ES.

O PNC é uma importante área representativa da Mata Atlântica, com vasta flora e fauna – inclusive com espécies em extinção, como o Macaco Mono-Carvoeiro, cachoeiras belíssimas, trilhas, nascentes de rios que abastecem MG e ES, além do Pico da Bandeira, maior cume exclusivamente brasileiro com 2892 m de altura.

Atualmente, o parque recebe 40 mil visitas anuais, beneficiando cerca de 30 municípios da região, sendo, portanto, importantíssimo para o desenvolvimento turístico local.

E o número de visitas vem crescendo, sobretudo pelos investimentos fora do parque, nas áreas de infraestrutura (facilidade de acesso), hospedagem e gastronomia.

O PNC possui dois complexos de visitação, um no estado de MG e outro no ES.

Também é a terceira Unidade de Conservação Federal em maior número de pesquisas científicas realizadas.

Após a criação do ICMBio, toda a arrecadação com ingressos e taxas de visitação das Unidades de Conservação Federais é revertida à União e cabe ao ICBMBio fazer um repasse de custeio às Unidades, porém, esse valor é muito menor.

Assim, não adianta o PNC aumentar o valor cobrado pela visitação, mesmo porque, não há investimentos no parque, que justifiquem aumento das taxas.

A Chefe do PNC, Thais Faria, vê duas soluções para o problema: receber um recurso anual de R$ 40 mil ou a destinação de 50% do valor arrecadado com as taxas de ingresso no parque; além da contratação imediata de 53 novos profissionais e a realização de obras de infraestrutura no PNC.

Atualmente, com os recursos disponíveis, as estruturas já existentes no parque, como o centro de visitantes, estão depreciadas.

Há problemas de sinalização, falta de pavimentação e estrutura para estacionamento, além da necessidade de construção de novas estruturas.

Os atuais 28 funcionários não conseguem executar todos os trabalhos necessários, como, por exemplo, evitar caça, desmatamento e incêndios.

* Agência Trabalhista de Notícias (LL), com informações da assessoria do deputado Braulio Braz (PTB-MG)