Deputado Ernandes Amorim é contra consórcio para usinas

PTB Notícias 21/06/2007, 17:52


O deputado federal Ernandes Amorim (PTB-RO) afirmou que é contra a formação de consórcios por grupo de empresários para construção das hidrelétricas do rio Madeira.

Temendo que as usinas sejam vendidas “a preço de banana” e que a população futuramente pague caro pelo consumo da energia elétrica, Amorim defende que o Governo Federal assuma os empreendimentos, pois considera a idéia do consórcio um absurdo.

O parlamentar também convocou a população a se posicionar contrária por ser a principal interessada nos benefícios que virão durante e após a construção.

O desabafo de Amorim foi feito logo após o ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, ter informado, por ocasião do seminário realizado na última sexta-feira pela Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústria de Base (Abdib) sobre a usina, que há quatro consórcios interessados na hidrelétrica de Santo Antônio, cujas obras dependem apenas da licença ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para serem iniciadas.

“É um absurdo tirar essas obras das mãos do governo federal para a iniciativa privada.

O povo de Rondônia não pode aceitar esta idéia”, argumentou o parlamentar.

Ao anunciar o consórcio, o ministro interino revelou que a empresa que ganhar o leilão de concessão para a distribuição da energia gerada pela hidrelétrica do rio Madeira contará com o que o governo chama de “sócio estratégico”, que atuará como parceiro da concessionária, a quem caberá definir a porcentagem da participação desse parceiro, que é de até 49%.

“Com isso, passo a desconfiar que atrás de tantas exigências existam outros interesses, pois não justifica o governo federal não ter ainda iniciado a obra de construção das usinas”, questionou.

Amorim disse que quando era senador foi contra a privatização da Companhia Vale do Rio Doce.

Naquela época, segundo ele, foi um patrimônio jogado fora vendida por um valor irrisório e hoje a Vale do Rio Doce é a segunda maior produtora mundial de manganês e ferro ligas.

Além disso, a companhia é uma das produtoras integradas de alumínio (bauxita, alumina e alumínio primário) de menor custo no mundo e é o mais importante investidor do setor de logística no Brasil: opera extensa rede de ferrovias, portos, terminais marítimos e realiza a navegação costeira, oferecendo o mais completo serviço intermodal do mercado brasileiro.

fonte: Jornal Diário da Amazônia