Deputado Raleigh Ramalho fala de sua experiência no executivo

PTB Notícias 17/07/2009, 8:03


Como uma missão.

É assim que o deputado Raleigh Ramalho (PTB) vê a chance de assumir uma cadeira na Alerj após deixar a suplência.

Engenheiro civil, o parlamentar começou muito cedo a conciliar a vida profissional com a política, o que lhe rendeu uma importante experiência no Poder Executivo, quando, entre 1996 e 2000, foi prefeito da cidade serrana de Três Rios.

Totalmente voltado para o trabalho – “sou um workaholic” -, Ramalho hoje cita a Engenharia apenas como um de seus hobbies “mais usuais”.

“Somo a experiência profissional com a proximidade com os moradores do meu município, estabelecida após anos de serviço à comunidade local, para atender informalmente a quem me consulta.

Espero fazer um trabalho digno e útil.

Ninguém entra aqui, sendo terceiro suplente, por nada”, acredita o parlamentar.

A seguir, entrevista que o parlamentar deu ao JORNAL DA ALERJ, edição 189, de 1º a 15 de abril de 2009: Como começou sua atuação política?Ela aconteceu paralelamente ao início da minha vida profissional.

Ainda no curso de Engenharia Civil da Escola de Engenharia de Volta Redonda integrei o Diretório Acadêmico, primeiro como tesoureiro e depois como presidente.

Ao me formar, em 1980, esta parte da minha vida já era tão presente que, em um ano, assumi a Secretaria Municipal de Planejamento da Prefeitura de Paraíba do Sul (Centro-sul fluminense).

Depois assumi a pasta de Obras, ao mesmo tempo em que trabalhava na Assessoria Técnica de Cooperativas – Atecoop.

Após uma temporada como engenheiro da Prefeitura de Três Rios, fui secretário de Transportes e, em seguida, de Obras.

Passei por três gestões até que, em 1996, fui eleito prefeito, na segunda tentativa.

Para mim, era o sinal de que seguia o caminho certo.

Geralmente ex-prefeitos estranham o Legislativo, onde o poder decisório é restrito.

Em vista disso, como o senhor vê esta diferença e o que o senhor busca como deputado?Quando você está no Executivo, sobretudo no interior, esbarra com muita frequência na dificuldade financeira.

Às vezes, o prefeito não tem recursos para pagar um anúncio para tornar pública uma licitação, por exemplo.

Existe esse grau de dificuldade, sim.

Ciente disso, minha idéia era exatamente almejar um patamar em que eu pudesse ter um contato maior com o Governo do estado, conseguindo, desta forma, atuar em prol do meu município e das cidades vizinhas.

E o que o senhor já pode dizer aos eleitores que escolheram o seu nome, apesar de estar na Casa há pouco mais de três meses?Tenho orgulho de já ter muito a dizer aos que me escolheram.

O compromisso de que, dentro das emendas à próxima Lei Orçamentária Anual (LOA), sejam destinadas vans de atendimento na área de Saúde para Três Rios e Levy Gasparian.

O excelente projeto “Suderj Informa”, que busca a integração dos idosos na sociedade, também será levado para minha cidade e para Areal, Sapucaia e Paraíba do Sul.

Esta última receberá ainda um mamógrafo.

Espero ainda ver aprovada minha indicação legislativa que isenta as autoescolas do pagamento de IPVA e ICMS, a fim de favorecer o crescimento destas instituições de ensino, tão importantes para a formação de motoristas conscientes, ou seja, de pessoas que precisamos incentivar cada vez mais para diminuir o número de mortes no trânsito.

Três meses foram suficientes para que o senhor se sentisse integrado ao Parlamento?Sim.

Fui muito bem recebido ao chegar, primeiro pelos funcionários – incrivelmente afetuosos – e depois por meus colegas deputados.

Mas é uma estrutura nova, e quem é oriundo do Poder Executivo estranha, sim.

Estou aprendendo a ser um legislador, aprendendo os trâmites da Casa.

Já foi bem mais difícil, mas, agora, conto com a orientação de várias pessoas.

Com tudo isso, o processo está fluindo melhor.

Existe a mão de Deus, que me colocou aqui para ser útil.

* Agência Trabalhista de Notícias com informações da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro