Dilemário Alencar diz que sistema de radares de Cuiabá é uma “caixa-preta”

PTB Notícias 17/02/2015, 23:26


Completando nesta terça-feira (17/02/2015) quatro meses da instalação dos equipamentos de fiscalização eletrônica do trânsito da capital, a Secretaria de Mobilidade Urbana de Cuiabá ainda não divulgou o balanço da quantidade de multas geradas.

O único dado repassado pela pasta foi de que nos primeiros 10 dias de funcionamento dos equipamentos, 20 mil imagens haviam sido capturadas.

O vereador Dilemário Alencar, do PTB de Cuiabá, diz que o sistema de radares é uma caixa preta, que surgiu para retomar a “fábrica de multas”.

O Consórcio Cuiabá Monitoramento de Trânsito (CMT) venceu o processo licitatório relançado em abril do ano passado.

O serviço para instalação de 44 lombadas eletrônicas, 44 radares fixos, 55 detectores de avanço semafórico, 30 câmeras de monitoramento, uma unidade móvel de monitoramento, dois radares móveis, dois painéis de mensagens variáveis, 30 talonários eletrônicos de infração, um sistema de apoio a Jari e uma Central de Inteligência de Controle de Trânsito foi oferecido pelo consórcio pelo valor de R$ 39 milhões.

Porém, até o momento, apenas 10% dos equipamentos foram instalados, sendo cinco lombadas eletrônicas, 11 radares fixos e três avanços semafóricos.

Ao jornal Gazeta Digital, o vereador petebista Dilemário Alencar informou que na próxima sessão da Câmara de Vereadores de Cuiabá irá pedir formalmente através de um requerimento que a secretaria torne público o número de multas emitidas.

“Dos círculos de pessoas com as quais convivo, ninguém reclamou de ter sido multado, nem mesmo sabendo que ultrapassou o limite permitido.

O que leva a duas hipóteses, ou os radares não estão funcionando, ou os cidadãos cuiabanos irão se deparar com um enxurrada de multas retroativas, o que os impedirão, inclusive, de recorrer destas”.

Ele acrescenta que para ele, a situação se tornou uma “caixa preta”.

Muitos locais divulgados pela prefeitura, onde seriam instalados os radares, ainda não contam com a fiscalização eletrônica, a exemplo das avenidas Fernando Corrêa da Costa, Historiador Rubens de Mendonça (CPA), Dante de Oliveira, Lavapés, Tenente Coronel Duarte, XV de Novembro, Arquimedes Pereira Lima (Estrada do Moinho) e das Torres.