Dilemário: presidente da CAB deve explicar venda da concessionária

PTB Notícias 6/08/2015, 7:15


O vereador Dilemário Alencar (PTB) usou a tribuna da Câmara Municipal de Cuiabá (MT) na sessão de terça-feira (4/8/2015) para defender que é preciso os vereadores convocar novamente o presidente da CAB Cuiabá, Antonio Dallalana, para falar sobre os motivos da propalada venda da concessionária a outra empresa privada que explora os serviços públicos de água e esgoto.

O parlamentar trabalhista foi autor do requerimento que convocou em maio deste ano o presidente da CAB para apresentar explicações, no plenário na Câmara Municipal, sobre a realidade financeira da concessionária e o cumprimento da meta contratual quanto à universalização do abastecimento de água em Cuiabá.

“O presidente da CAB foi questionado na tribuna desta Câmara Municipal em maio e disse que a empresa tinha boa saúde financeira e que a mesma não seria vendida.

Agora a imprensa local traz entrevista do prefeito Mauro Mendes que revela que existe uma forte expectativa de que a CAB Cuiabá pode ser vendida ainda neste mês de agosto.

Portanto, precisamos saber a verdade dos fatos.

Ou seja, se o presidente da CAB mentiu na tribuna da Câmara ou se a direção da concessionária mudou de ideia após a vinda do seu presidente a este Parlamento”, disse Dilemário Alencar.

O vereador disse que vem defendendo que o prefeito Mauro Mendes (PSB) decrete uma intervenção administrativa da CAB, visto que já existem condições jurídicas necessárias, pois de forma reiterada a direção da companhia vem descumprindo o contrato de concessão assinado com a prefeitura.

Ele lembrou que a direção da CAB não construiu nenhuma nova estação de tratamento de água ou de esgoto, não refaz os estragos feitos nos asfaltos, não universalizou a distribuição de água no prazo de três anos e é campeã reiterada no ranking do Procon pelos péssimos serviços prestados à sociedade.

“Penso que existe, sim, a necessidade de convocarmos novamente o presidente da CAB para vir a este Parlamento explicar a pretensa venda da empresa.

Afinal, a transação comercial de um serviço público, como é o de água e esgoto, essencial para a vida da nossa população, deve ser fiscalizada.

Temos também que exigir que haja o acompanhamento do Ministério Público e da sociedade civil organizada, para saber se essa venda da CAB é legal e se a pretensa empresa compradora tem as condições financeiras para honrar novas metas que devem ser estipuladas pelo poder concedente para a universalização dos serviços de água e esgoto em nossa cidade”, defendeu Dilemário, ao dizer que vai apresentar nos próximos dias requerimento para convocar o presidente da CAB Cuiabá.

Agência Trabalhista de Notícias (LL), com informações da Câmara Municipal de Cuiabá Foto: Luiz Alves/Secom CâmaraCbá