Dilemário questiona fim da exigência do preço mínimo para leilão da CAB

PTB Notícias 13/11/2015, 10:28


Em discurso na Câmara Municipal de Cuiabá (MT) na quinta-feira (12/11/2015), o vereador Dilemário Alencar (PTB) manifestou preocupação com a retirada da exigência do preço mínimo para o leilão da CAB Cuiabá.

A alegação para a não exigência do preço mínimo inicial para lance no leilão foi que esta forma possibilita maior concorrência para a venda da concessionária de água e esgoto.

“Penso que com a retirada da exigência do preço mínimo para a venda CAB, mais do que nunca aumenta a importância do papel da comissão especial instituída pelo Legislativo Municipal para acompanhar os desdobramentos do leilão de alienação da concessionária.

Agora a venda da CAB fica na análise de razoabilidade de valor pelo juízo da recuperação judicial”, ressaltou Dilemário.

“Entendo que, diante da situação financeira que levou a empresa a solicitar recuperação judicial, é fato consumado que o Grupo Galvão não tem mais as mínimas condições de continuar à frente da CAB.

É preciso uma tomada de iniciativa dos poderes constituídos para defender os interesses da nossa população, pois na verdade o que esta sendo leiloado é a concessão de serviços públicos essencial para a vida do cidadão, que é o de água e esgoto, e está aumentando o caos na área do saneamento”, pontuou Dilemário.

Os vereadores de Cuiabá vão entregar um documento ao juiz Fernando Viana abordando sobre o modelo de gestão que a CAB vem empreendendo em Cuiabá nos últimos três anos na área de saneamento, e expondo a preocupação da população cuiabana quanto ao desfecho de uma nova empresa privada assumir a gestão dos serviços públicos de água e esgoto na capital mato-grossense.

“Vamos solicitar ao juiz que tenha todo esmero possível ao conduzir o leilão da CAB, para que possa ser vencedora uma empresa que, comprovadamente, tenha capacidade financeira e experiência no ramo do saneamento básico, para solucionar o grave problema enfrentado pelos mais de 600 mil habitantes de Cuiabá, que convivem diariamente com o sofrimento da falta de água e a falta da coleta e tratamento de esgoto”, disse Dilemário.

No documento a ser entregue ao juiz, pelos parlamentares, é apontado que a CAB não cumpriu o prazo contratual para a universalização do abastecimento de água, não realizou nenhuma obra de esgotamento sanitário, e é campeã reiterada no ranking de reclamações ao Procon, pela falta de água nos bairros e cobrança de tarifas abusivas.

Outro agravante apontado pelos parlamentares é o fato de a CAB deixar de levar rede de abastecimento de água e esgoto à diversas localidades, o que inviabilizou a construção de projetos imobiliários, revoltando o setor da construção civil e a milhares de pessoas de baixo poder aquisitivo.

Os parlamentares pontuam que essa situação tem atravancado o desenvolvimento de Cuiabá, e programas sociais importantes de moradia popular têm deixado de ser executados na cidade.

Cerca de 7.

600 casas do programa Minha Casa, Minha Vida não foram construídas devido o descompromisso da CAB.

Agência Trabalhista de Notícias (LL), com informações da assessoria do vereador Dilemário Alencar (PTB-MT) Foto: Luiz Alves/Secom CâmaraCbá