Dívida do SUS com Santa Casa de Juiz de Fora mobiliza vereadora petebista

PTB Notícias 30/05/2007, 14:55


A aquisição de um novo aparelho para realização de cateterismo e o esforço conjunto do município de Juiz de Fora, do Estado de Minas Gerais e da União para saldar a dívida do Sistema Único de Saúde com a Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora foram defendidos pela segunda vice-presidente da Câmara Municipal, Rose França (PTB), durante audiência pública realizada a pedido da vereadora petebista.

Durante o evento, Rose lembrou que 64,99% dos leitos do hospital são destinados ao SUS, justificando a necessidade do apoio.

A reunião, convocada para discutir dificuldades com o aparelho de cateterismo, acabou revelando um problema ainda maior: um déficit acumulado de R$ 2 milhões 400 mil com procedimentos de alta complexidade em cardiologia.

O repasse do SUS, de aproximadamente R$ 500 mil em 2005 sofreu queda para pouco mais de R$ 352 mil este ano.

Antônio Carlos Castañon Mattos, do Egrégio Conselho, relatou gestões feitas junto ao prefeito no sentido de que entre em contato com o governo do Estado para obtenção de recursos extras.

A expectativa é pelo retorno nos próximos dias.

Castañon admitiu que a Santa Casa enfrenta sérias dificuldades com fornecedores no momento.

Representando o secretário de Saúde, Sebastião Pedrosa esclareceu que a redução do financiamento de alta complexidade não é da responsabilidade do município e enfatizou que o Executivo está empenhado na reposição do teto.

Sobre o aparelho de hemodinâmica, o provedor José Carlos de Oliveira Teixeira informou que sua aquisição ocorreu em 1988.

No final do ano passado, o tubo de imagem queimou exigindo um investimento de R$ 193 mil.

Até agora, o hospital já investiu R$ 44 mil 860 em manutenção.

A sobrecarga no aparelho foi reconhecida pelo diretor clínico, José Limar, mas, mesmo havendo interrupções no atendimento, ele informou que a situação está sendo normalizada.

Um novo aparelho já foi solicitado ao Ministério da Saúde.

Rose França considerou o saldo da audiência pública positivo.

Ela criticou a política de distribuição de verbas para o setor e sugeriu à Mesa Diretora a elaboração de um requerimento, a ser assinado por todos os vereadores, para encaminhamento aos setores competentes.

Caso o retorno a essa estratégia não seja o esperado, ela defende que uma comissão de vereadores cobre uma solução ao Ministério da Saúde.

Agência Trabalhista de Notícias