Dora Kramer publica em sua coluna resposta do deputado Ricardo Izar

PTB Notícias 11/04/2007, 10:31


Comentário publicada pela jornalista Dora Kramer, em sua coluna no jornal Estado de S.

Paulo desta quarta-feira, 11:Izar, o veementeO presidente do Conselho de Ética da Câmara, deputado Ricardo Izar, discorda e, mais, repudia o conteúdo do artigo “De politização e manipulação”, publicado no domingo, sobre as manobras para o arquivamento do pedido de reabertura dos processos contra deputados reeleitos envolvidos nos escândalos da legislatura passada.

Envia a seguinte mensagem para se manifestar – “até com certa veemência – a respeito.

“A César o que é de César, senhora jornalista.

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, que tenho a honra de presidir num segundo mandato, não tem nada a ver com isso.

Contamos com instrumentos precários para atender com a eficácia desejada a nossa elevada missão institucional.

Vivemos (?) sob o império da lei.

Conforme seu comentário, “o presidente do Conselho postergou por 18 dias o envio das representações contra os parlamentares à Mesa da Câmara”.

“Isso induz no leitor, pouco afeiçoado ao complicadíssimo ordenamento jurídico do País, à interpretação de que esta presidência está conivente com o processo como um todo.

Trata-se de uma inverdade e de uma injustiça.

O tempo, no processo legislativo, é contado por sessões – não se contam como “dias os sábados, os domingos, os feriados, as segundas e as sextas-feiras em que não há quorum.

Dezoito dias corridos podem representar, dependendo do contexto, apenas quatro ou cinco dias, deformação que estamos tentando mudar com a reforma do regimento interno.

“”O colegiado é isento e suprapartidário, não se posiciona consoante os interesses dos partidos A ou B, do governo, da oposição.

Agimos como magistrados.

Somos escravos da letra da lei e não aceitamos pressões exógenas, seja de quem for.

“”Há que se compreender, entretanto, que os casos citados são originais e singulares, exigindo cautela e sabedoria na sua condução.

Não se pratica justiça açodadamente.

“”Portanto, a bem da verdade, venho prestar esses esclarecimentos na expectativa de que os leitores do Estado possam conhecer a outra face da moeda, deixando de desmerecer o trabalho justo sereno e imparcial que o Conselho de Ética vem realizando, julgando com isenção quase cem denúncias contra deputados nos episódios do mensalão e da operação sanguessuga.

“Posição do conselho posta, aguardemos, pois, que uma nova face da velha moeda se revele na resolução final da Câmara sobre a concessão, ou não, da anistia prévia aos mensaleiros e sanguessugas reeleitos.