Dunga solicita construção de barragens subterrâneas em municípios da PB

PTB Notícias 27/11/2013, 14:10


A Assembleia Legislativa da Paraíba aprovou, por unanimidade, os requerimentos apresentados pelo deputado Carlos Dunga (PTB) solicitando a construção de barragens subterrâneas em Boqueirão, Juazeirinho, Alcantil, Pombal, Paulista, Mogeiro, Catolé do Rocha, Queimadas, Riacho de Santo Antônio, Barra de Santana, Caturité, Cabaceiras, Cajazeirinhas, São Bentinho de Pombal e Condado.

Em sua justificativa, Dunga lembrou a situação provocada pela estiagem no Estado e disse que a implantação dessas barragens constitui um grande avanço para o homem do campo.

De acordo com Carlos Dunga, devido à forte estiagem que assola o Estado, principalmente nas regiões do Cariri e Sertão paraibanos, medidas de combate aos efeitos da seca são imprescindíveis para garantir o abastecimento humano e possibilitar a produção de alimentos e a criação de animais.

Dunga disse que uma das medidas que são adotadas com bastante êxito é a construção de barragens subterrâneas, que atuam na captação e armazenamento da água da chuva no interior do solo.

“As barragens subterrâneas têm sido uma alternativa viável para muitos municípios nordestinos, garantindo, sobretudo a sobrevivência com dignidade do homem do campo”, destacou.

Para garantir o abastecimento e a produção de alimentos, a barragem é instalada em locais estrategicamente situados, onde escorre o maior volume de água no momento da chuva.

Dunga explicou que a construção da barragem é feita escavando-se uma vala perpendicular ao sentido da descida das águas até a profundidade onde se encontra a camada mais compactada do subsolo.

Ele disse que dentro da vala, estende-se um plástico com espessura de 200 micra por toda a extensão da parede, que, em geral, varia de 80 a 100 metros de comprimento.

“Após o plástico estendido, a vala volta a ser fechada com a terra.

Nesta parede, deve ser feito um sangradouro com 50-70 centímetros de altura.

O plástico impermeável barra o escorrimento da água da chuva, provoca a sua infiltração nos solo, o que reduz a evaporação.

Desta forma, cria-se uma vazante artificial onde a umidade do solo se prolonga por longo tempo, chegando até quase o final do período seco no semi-árido.

Assim, permite ao produtor cultivar com sucesso os plantios tradicionais de grãos (milho e feijão), mas, também, produzir frutas como manga, goiaba, acerola, limão etc.

em plena área de caatinga e sem irrigação convencional”, explicou.

O parlamentar do PTB destacou que o semiárido brasileiro tem um potencial enorme para essa tecnologia e que vários estados do Nordeste participam do programa.

“No Rio Grande do Norte, por exemplo, a Emater projetou a construção de cerca de 1,4 mil barragens subterrâneas, o que é um feito bastante considerável”, finalizou.

Agência Trabalhista de Notícias (FM), com informações da assessoria do deputado Carlos Dunga (PTB-PB)Foto: Assessoria