Elaine Matozinhos discute impactos do Vila Viva e de projetos imobiliários

PTB Notícias 4/05/2011, 13:16


A implantação do programa de urbanização de favelas e de novos projetos imobiliários na área da Barragem Santa Lúcia, em Belo Horizonte (MG), foi discutida pela Comissão de Meio Ambiente e Políticas Públicas da Câmara Municipal nesta terça-feira (03/05/2011).

Solicitada pela vereadora Elaine Matozinhos, do PTB de Minas Gerais, a reunião debateu a degradação da Região Centro-Sul ocasionada pelo crescimento desordenado e a necessidade de preservação ambiental da região.

“O objetivo da audiência é mostrar que a comunidade está mobilizada, preocupada com o crescimento da região e atenta à preservação do meio ambiente”, afirmou Elaine Matozinhos, que é moradora do Santa Lúcia, salientando que os novos projetos imobiliários no bairro são uma afronta aos moradores.

“Vamos buscar um entendimento entre os moradores dos bairros e das vilas e por meio de medidas compensatórias para a satisfação de todos”, acrescentou a parlamentar petebista, que, de acordo com ela, a comunidade foi surpreendida com a notícia da construção de um hotel na região.

Durante a audiência, moradores presentes se mostraram apreensivos com a união do Bairro Santa Lúcia ao Aglomerado após a implantação do projeto Vila Viva e reclamaram do “fim do sossego” provocado pelo intenso comércio que está surgindo na região.

O descaso do poder público com o bairro e suas nascentes, que segundo eles são mais de 15, também foi alvo de críticas.

O vereador Tarcisio Caixeta, do PT, enfatizou de que é preciso adotar políticas competentes e analisar o melhor projeto para o bairro.

O deputado estadual Fred Costa, que também é morador da região, manifestou sua preocupação com a ocupação desordenada do solo, a verticalização e a comercialização do bairro Santa Lúcia e reforçou a necessidade de aliar as vontades da comunidade local.

E Claudius Vinicius Leite Pereira, diretor-presidente da Urbel, afirmou que o projeto Vila Viva é um empreendimento sustentável.

Segundo Pereira, as obras começarão até o fim do ano e devem durar 36 meses.

Em relação aos projetos imobiliários que estão sendo construídos no local, a assessora técnica da Secretaria de Meio Ambiente, Helcymara Kutova, afirmou que eles respeitam as diretrizes da Lei de Uso e Ocupação do Solo.

Sobre o projeto do hotel para a Copa 2014, ressaltou que ele será analisado por várias secretarias e pelo COMAM – Conselho de Meio Ambiente.

A audiência contou ainda com a participação dos vereadores Autair Gomes, do PSC, Leonardo Mattos, do PV, e Daniel Nepomuceno, do PSB; o Gerente do Orçamento Participativo da Regional Centro-Sul, Waldir de Paula Martins; a presidente da Associação dos Moradores do Bairro Santa Lúcia, Lucimar Ferreira Lisboa; o tesoureiro do Núcleo de Moradia do Aglomerado Santa Lúcia, Leonardo Rosa da Silva; e moradores dos bairros Santa Lúcia e São Bento.

Agência Trabalhista de Notícias (FM), com informações da Câmara Municipal de Belo Horizonte