Elaine Matozinhos propõe criação de fundo para manutenção de cemitérios

PTB Notícias 25/06/2012, 7:23


Mato alto, sujeira e depredação são problemas que praticamente já se incorporaram ao cenário dos quatro cemitérios municipais de Belo Horizonte (MG).

A situação de abandono poderia ser amenizada, pois o pagamento das taxas de manutenção e outras tarifas geram, em média, R$ 3,5 milhões por ano para os cofres do Executivo.

Mas a verba, em sua maior parte, não é revertida em benfeitorias para as necrópoles.

O tema foi discutido ontem em audiência pública na Câmara.

A vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente e Políticas Urbanas, Elaine Matozinhos (PTB), propôs a criação de um fundo especial para financiar a manutenção dos cemitérios.

“Hoje, as taxas vão para o caixa único da Prefeitura, que tem investido muito pouco ou nada nos cemitérios.

Quem paga a tarifa tem esse direito”, disse.

Segundo ela, o cargo de diretor de necrópoles da FPM (Fundação de Parques Municipais) está vago desde abril de 2011.

Outros problemas relatados na audiência foram falta de limpeza em banheiros e velórios, quadro reduzido de funcionários e estrutura insuficiente.

“Ainda usam máquinas de escrever”, criticou a petebista Elaine.

Fundação promete reformas O presidente interino da FPM, Homero Brasil, não quis comentar a hipótese de criação do fundo especial, mas avaliou que a verba arrecadada com taxas seria insuficiente para todas as despesas.

Ele adiantou que a Prefeitura vai reconstruir as sedes e velórios dos cemitérios da Saudade e da Paz.

“Serão investidos R$ 8,5 milhões, e metade disso virá da arrecadação dos cemitérios”, explicou.

Segundo ele, a verba já está garantida pelo Executivo, e as obras podem começar ainda neste ano.

Ele também prometeu intervenções pontuais nas unidades da Consolação e do Bonfim.

Agência Trabalhista de Notícias (LL) com informações do Portal Cenário MT