Eleições 2014: aumenta participação das mulheres na política brasileira

PTB Notícias 23/07/2014, 15:24


O número de mulheres em disputa por algum cargo nas Eleições Gerais deste ano é 46,5% maior do que no último pleito, em 2010.

Até as 14h desta terça-feira (22/7), os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostravam que no universo de quase 25 mil candidatos em todo o Brasil, 7.

407 são do sexo feminino, representando 29,73% do total de concorrentes em 2014.

Na Eleição de 2010, eram 5.

056 candidatas (22,43%).

É importante destacar que os dados do Sistema de Divulgação de Candidaturas ( (http://www.

tse.

jus.

br/eleicoes/eleicoes-2014/sistema-de-divulgacao-de-candidaturas” target=”_blank) DivulgaCand 2014) estão sujeitos à atualização, sendo que eventuais números podem apresentar alterações em futuras consultas.

A disputa para deputado federal e estadual registrou o maior número de mulheres candidatas: juntos os postos somaram 7.

237 candidaturas, 2.

404 a mais do que em 2010.

Nas eleições deste ano, 2.

057 mulheres (30,45%) irão concorrer nas vagas abertas ao cargo de deputado federal.

Nos estados, o número também é expressivo, com 4.

880 candidaturas femininas (30,04%) que disputarão as vagas nas assembleias legislativas.

Em ambos os casos observa-se um crescimento de cerca de 50% de candidaturas femininas em 2014, na comparação com as Eleições Gerais de 2010.

Para o cargo de deputado distrital, serão 300 mulheres na disputa em 2014 (29,91%).

Em 2010, 224 mulheres concorreram ao cargo (25,33%).

Já na disputa por uma vaga ao Senado Federal, a situação será diferente neste ano.

A renovação será de um terço das 81 cadeiras.

Em 2010, dois terços da Casa foram renovados.

Apesar de o número total de candidaturas ter sido superior naquele ano, com 272 contra os 181 registrados em 2014, o número de candidatas mulheres se manteve praticamente estável: em 2010, foram 36 candidatas e, neste ano, 35 concorrem no pleito.

A participação feminina na disputa ao cargo de governador neste ano também se manteve equilibrada na comparação com a Eleição Geral anterior.

As mulheres representaram cerca de 10% do total de candidatos para a vaga nos dois pleitos.

Em 2014, serão 17 candidatas aos governos estaduais.

Situação parecida foi observada no caso de candidatos a vice-governador, 43 candidaturas em 2014 contra 42 em 2010.

Para o cargo de presidente da República, nas eleições deste ano, num total de 11 registros apresentados à Justiça Eleitoral, dois são do sexo feminino (18,18%).

Já para a ocupação de vice-presidente o número é maior: quatro mulheres vão disputar a vaga (36,36%).

Em 2010, o número total de concorrentes ao cargo máximo do Executivo era menor, com nove candidatos, sendo duas candidatas mulheres.

Na disputa pela Vice-Presidência, apenas uma mulher disputou a vaga naquele ano.

CampanhaO aumento da participação feminina na política brasileira é uma causa defendida e incentivada pela Justiça Eleitoral.

Em março de 2014, o TSE lançou, com o apoio do Congresso Nacional, a campanha “Mulher na Política”.

A campanha teve como principal objetivo sensibilizar os partidos para a importância da valorização da questão da igualdade de gênero, prevista na legislação eleitoral, que determina a reserva de vagas de no mínimo 30% e no máximo 70% para cada gênero no que se refere às candidaturas.

Alguns pontos mostram que a mulher está conquistando o seu espaço no cenário político.

Atualmente, o país é chefiado por uma mulher, a legislação incentiva a presença dela na política, a participação feminina cresce no âmbito do Judiciário e o eleitorado brasileiro é composto, em sua maioria, pelo gênero feminino (52,13%).

No entanto, apesar de todos os avanços, um ranking divulgado no início do ano aponta que de 188 nações, o Brasil é o 156º no que se refere à representação da mulher no Poder Legislativo.

Os dados integram a cartilha “+ Mulher na Política: Mulher, Tome Partido”, produzida pela Procuradoria Especial da Mulher do Senado, em parceria com a Bancada Feminina da Câmara dos Deputados e a Procuradoria Especial da Mulher da Câmara.

Além disso, o número de mulheres eleitas nas últimas eleições gerais, em 2010, ainda é muito inferior ao de homens.

Dos 513 membros eleitos para a Câmara dos Deputados, foram eleitas apenas 45 deputadas federais, o equivalente a 9% do total.

Para o Senado, foram eleitas sete senadoras (13%), considerando-se as 54 cadeiras em disputa (dois terços) naquele pleito.

HistóricoEm 1997, a Lei das Eleições (Lei n° 9.

504/1997) passou a prever a reserva de vagas para a participação feminina nos cargos proporcionais – deputado federal, estadual e distrital e vereador.

Em 2009, com a sanção da Lei n° 12.

034 (a primeira minirreforma eleitoral), essa participação passou a ser obrigatória.

O novo texto, que consta do parágrafo 3º do art.

10 da Lei 9.

504, estipula que sejam preenchidas (e não apenas reservadas) “as candidaturas com o mínimo de 30% e o máximo de 70% de cada sexo”.

Fonte: TSEFoto: Divulgação