Em entrevista, Fernando Collor faz balanço de suas atividades no Senado

PTB Notícias 29/01/2014, 8:33


Numa entrevista exclusiva à Tribuna Independente, o senador Fernando Collor (PTB-AL) faz um balanço de suas atividades parlamentares no Senado Federal.

Garante que subscreveu emendas ao Orçamento da União destinadas a 60 municípios alagoanos, dos quais 40 localidades já se beneficiam com obras.

Collor está na reta final de seu mandato, conquistado nas eleições de 2006.

Com a experiência de quem foi prefeito de Maceió, deputado federal, governador do Estado e presidente da República, tendo inclusive enfrentado a etapa mais dura de sua vida, ao ser objeto de impeachment no Congresso Nacional, em 1992, ele se diz disposto a lutar por sua reeleição.

“Desejo continuar utilizando minha experiência para ajudar a conectar cada vez mais Alagoas com o processo de desenvolvimento nacional”.

No campo estadual, mantém sua postura de oposição ao governo Teotonio Vilela e defende a construção de um palanque unitário das forças oposicionistas locais e que, no campo nacional, participam da base de sustentação da presidente Dilma Rousseff (PT).

Confira a entrevista na íntegra abaixo:Tribuna Independente – O senhor promoveu um encontro com a imprensa alagoana para também tratar de sua atividade como senador da República.

Qual a avaliação sobre o desempenho de seu mandato parlamentar?Collor – Eu avalio positivamente.

Nesse encontro, inclusive, entreguei aos jornalistas um documento contendo um resumo das ações desenvolvidas no Senado Federal.

Em emendas individuais consignadas no Orçamento da União, consegui contemplar 60 municípios alagoanos.

Há 40 cidades que já se beneficiam com obras resultantes desse meu esforço em Brasília.

T.

I.

– Sobre o mandato de senador, há sempre atividades que ultrapassam os limites da ação em plenário.

Collor – Olha, a ação parlamentar é ampla e suplanta aqueles momentos de atividade em plenário.

O debate é fundamental e faz parte da essência da democracia e do parlamento.

Eu, por exemplo, realizei dezenas de discursos especificamente voltados para a temática alagoana.

Além disso, coloquei o meu mandato e o gabinete à disposição dos mais diversos segmentos classistas do Estado.

Na greve dos médicos, por exemplo, marquei audiência com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que recebeu dirigentes da categoria em Brasília e discutiu formas de melhorar o atendimento à sociedade, que sofre há anos pelo descaso do governo do Estado em relação à assistência, especialmente no HGE.

Quando os municípios vitimados pela estiagem prolongada não receberam a devida e inadiável atenção do governador, acionei o então ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, e assim todos foram recebidos no ministério, o que favoreceu a agilização das medidas de socorro.

T.

I.

– Qual a perspectiva para 2014 em termos de emendas ao Orçamento da União que venham beneficiar Alagoas?Collor – Através de emendas subscritas coletivamente por todos nós que integramos a bancada federal alagoana no Congresso Nacional, Alagoas foi contemplada com mais de R$ 800 milhões.

Tratam-se de investimentos direcionados a rodovias, ao desenvolvimento agrícola, à mobilidade, à construção de adutoras e equipamentos urbanos.

Sem falar nas emendas individuais dos parlamentares.

Eu assinei emendas na ordem de R$ 15 milhões que deverão beneficiar o pequeno e médio produtor rural e também atender demandas nas áreas da saúde, da assistência social e do turismo.

Por dever de justiça, destaco a ação integrada da bancada federal, sobretudo na defesa de projetos de desenvolvimento do nosso Estado.

T.

I.

– Vamos falar um pouco de política.

Perguntado sobre seu projeto, o senhor sempre diz que é candidato à reeleição.

Com o anúncio do governador Teotonio Vilela de que não mais será candidato nas eleições de outubro, muda alguma coisa em sua caminhada?Collor – Absolutamente, aonde chego e quando sou perguntado, reafirmo meu desejo de prosseguir com o trabalho no Senado Federal.

Colocarei meu nome para exame popular.

Se o povo assim entender, continuarei fazendo a defesa de Alagoas em Brasília, buscando sintonizar a necessidade de desenvolvimento local com a dinâmica nacional.

A minha postura de oposição nada tem a ver com a figura pessoal do governador e suas escolhas.

T.

I.

– Como o senhor vê a candidatura ao Senado da vereadora Heloísa Helena (Psol)?Collor – Vejo com naturalidade.

É legítima a participação dela, como também seria a do governador.

Se não for ele, haverá outro nome palaciano, o que também é natural.

T.

I.

– E como andam os entendimentos com vista à construção da aliança eleitoral? Como o senhor imagina esse palanque? Quem será o candidato a governador?Collor – Nesse final de ano, as forças que integram a base de sustentação da presidente Dilma e fazem oposição ao governo de Vilela em Alagoas fizeram um encontro de congraçamento.

Lá estavam mais de 800 pessoas, entre prefeitos, vices, vereadores e dirigentes classistas do interior e da capital.

Sentei ao lado de companheiros que representam 17 agremiações partidárias e que possuem liderança destacada, como o senador Renan Calheiros [PMDB], o ex-governador Ronaldo Lessa [PDT], o ex-prefeito Cícero Almeida [PRTB], o ex-deputado Eduardo Bomfim [PCdoB] e os deputados federais Renan Filho [PMDB] e Paulão [PT].

É um grupo representativo que deseja apresentar uma nova proposta para Alagoas, diferente dessa letargia administrativa que dominou o Estado nos últimos tempos.

Quanto à candidatura ao governo, estamos aguardando a posição do senador Renan, que, nesse evento, sinalizou e subscreveu um manifesto em defesa da unidade desse conjunto de forças.

* Agência Trabalhista de Notícias (LL), com informações do portal Tribuna IndependenteFoto: Geraldo Magela/Agência Senado