Em entrevista, Ivan Louzada comenta quadro político dentro do PTB-MS

PTB Notícias 17/09/2014, 15:01


O presidente do PTB de Mato Grosso do Sul, Ivan Louzada, concedeu entrevista, na terça-feira (16/9/2014), ao jornalista Eli Sousa, diretor-presidente do Grupo Impacto de Comunicação.

Confira abaixo.

O que levou o PTB a ingressar e apoiar a candidatura do senador Delcídio do Amaral (PT) em Mato Grosso do Sul?Ivan Louzada: Nós vimos muitas coisas acontecendo em todo o Estado.

Os adversários políticos falam muito em mudança, e eu não vejo dessa forma.

Na minha concepção o Nelsinho Trad (PMDB) não é mudança, o [Reinaldo] Azambuja (PSDB) muito menos.

O candidato Reinaldo Azambuja, por exemplo, participou de boa parte do governo, participou dos oito anos de André [Puccinelli] na Prefeitura de Campo Grande, participou de mais seis anos no governo do Estado, participou também do governo de Nelsinho na prefeitura.

Que mudança é essa? Temos que mostrar ao povo que não existe mudança, o político tem é que desenvolver um trabalho, trabalhar para o Estado.

Esse negócio de ficar criticando só envergonha a classe política.

No horário eleitoral vimos muito disso, não se vê propostas, só se vê crítica, e a política não é isso, a política é apresentar propostas, desenvolver projetos.

Falar mal não ganha voto.

O eleitor está muito mais consciente e atento.

Nós temos é que trabalhar em cima de propostas.

Com essa política “de ataque” quem sai perdendo?Louzada: O Estado perde, a população perde.

Alguns candidatos têm que parar de conversa fiada.

Como eu disse, tem que levar propostas de governo ao povo.

A crítica é coisa passada.

Hoje com as redes sociais a velocidade da notícia é absurda, a circulação é imediata, então o eleitorado sabe e conhece os candidatos.

Não adianta maquiar uma figura que isso não cola.

Este escândalo da Petrobras envolvendo o nome do senador Delcídio, o senhor acha que respingou de alguma forma em sua candidatura?Louzada: De maneira nenhuma.

Está sendo feito um levantamento do que houve realmente de fato, e, sinceramente, isso não prejudicará de nenhuma forma a candidatura de Delcídio do Amaral.

O que acontece é que os candidatos de má índole tomam proveito dessa situação, para tentar sujar a imagem de Delcídio.

As investigações estão sendo feitas, pessoas estão sendo ouvidas.

Deve-se parar com esse disse me disse, isso é uma vergonha para a classe política.

Eu já disse e repito: o eleitorado está atento.

As pesquisas apontam a vitória do candidato Delcídio no primeiro turno.

O que o senhor acha?Louzada: Eu acredito que esta eleição será definida no primeiro turno.

Pelo que estamos vendo, o senador Delcídio vem se mantendo nas pesquisas desde o início, se mantendo entre 38% e 44%, já a oposição está sempre oscilando.

Por isso eu acredito que esta eleição se definirá no primeiro turno, vindo a eleger Delcídio como governador do Estado.

Quantos candidatos estão disputando a vaga pelo PTB?Louzada: Estamos com 14 candidatos a deputado estadual e três a federal, com a condição de fazer um deputado estadual.

Estamos trabalhando para isso, estamos rodando o interior oferecendo as opções de candidatos do PTB aos nossos presidentes das comissões provisórias e diretórios.

Onde o partido tem vereador, prefeito e vice-prefeito, eu estou conversando e pedindo para que ajude o partido.

Nessa coligação que estamos, PRB e PSL, se intensificarmos os trabalhos nesta reta final, pode vir a eleger até dois deputados.

Essa coligação é composta por 46 candidatos, e as pesquisas apontam que ao menos faremos um deputado estadual.

Quantos vereadores o PTB tem no Estado? E como está o PTB no interior?Louzada: O partido tem hoje 16 vereadores, um deles em Campo Grande, o engenheiro Edson Shimabukuro, que inclusive concorre a uma vaga na Assembleia Legislativa.

Temos o prefeito de Aral Moreira [Edson de David], os vice-prefeitos de Nioaque e Ladário.

Às vezes a política é muito ingrata.

Hoje o vereador trabalha para ele.

Um exemplo são as eleições estaduais.

O vereador com mandato, às vezes, apoia candidatos de outras siglas.

Isso dificulta o trabalho, ele poderia estar fazendo parte da nossa luta.

Na maioria das vezes acaba prejudicando o candidato.

Ele poderia ajudar com 200 votos que seja mais opta por apoiar outro.

Como o senhor avalia hoje a Assembleia Legislativa?Louzada: O Poder Legislativo tem que trabalhar junto com o Executivo, nunca trabalhar separado.

Eu não tenho nada para falar, conheço pouco os parlamentares, para falar, ou até mesmo criticar tenho que conviver.

E infelizmente o PTB ainda não possui nenhum parlamentar, por isso o partido trabalha para fazer um deputado.

O partido participando consequentemente ele participa do governo.

Como o senhor avalia o governo do André Puccinelli?Louzada: O André foi um governador que trabalhou muito, tanto na Prefeitura de Campo Grande quanto agora na governadoria.

Eu sempre falo: você tira as obras de André e do Pedro Pedrossian, que na época foi eleito pelo PTB, o que sobra? O senhor é a favor do financiamento público de campanha?Louzada: Sim.

Mas veja bem, que ele aconteça igualitariamente, não beneficiando uns mais que os outros.

Eu sou a favor nestas condições.

Reforma política, quando o senhor acha que vem?Louzada: A hora que o governo criar uma Assembleia Constituinte exclusiva para fazer a reforma política, a reforma fiscal e a reforma administrativa.

O que o senhor diria hoje ao eleitorado, às vésperas das eleições?Louzada: Desejo que o eleitor analise bem na hora de votar, desejo sorte e tranquilidade, buscar o que for melhor para Mato Grosso do Sul, que o voto é a única arma que nós temos.

Devemos buscar votar com seriedade, não vamos nos deixar seduzir com conversa fiada.

Agência Trabalhista de Notícias (FM), com informações do PTB-MSFoto: Denise Nantes/PTB-MS