Em reunião, deputado Dr. Furlan analisa situação na saúde do Amapá

PTB Notícias 29/10/2015, 7:56


Durante a apresentação do relatório de trabalho da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Amapá (Alap), na terça-feira (27/10/2015), o deputado Dr.

Furlan (PTB), vice-presidente da comissão, falou sobre a situação identificada na saúde no Estado.

O relatório foi construído com base nas visitas aos hospitais, unidades de saúde e Coordenadoria de Assistência Farmacêutica, que aconteceram no período de março a outubro deste ano.

Na tribuna, o parlamentar detalhou a situação do Hospital Metropolitano, do Hospital de Emergência, do Hospital Alberto Lima, do Hospital da Mulher, do Hospital da Criança e do Adolescente, do Pronto Atendimento Infantil, do Hospital de Porto Grande, da Coordenadoria de Assistência Farmacêutica e falou sobre a conjuntura dos profissionais da área da saúde.

Hospital MetropolitanoDurante a fala, Dr.

Furlan destacou que o Hospital Metropolitano precisa ser gerenciado pelo governo do Estado.

“Precisamos resolver essa questão.

O Fundo Nacional de Saúde e o Tribunal de Contas da União (TCU) já têm um relatório que afirma que a Prefeitura de Macapá não tem condições de concluir e gerenciar aquela obra.

Foi difícil convencer a prefeitura dessa ideia, mas hoje ela quer passar o Hospital Metropolitano para o Estado.

Então o Estado precisa entender que o hospital não é da prefeitura e sim da população”, afirmou.

Hospital de Emergências (HE)Durante as visitas realizadas pela Comissão de Saúde, foi detectado que a estrutura física do Hospital de Emergências está em péssimo estado de conservação.

O parlamentar identificou que o local sofre com falta de leitos e medicamentos, enfermarias super lotadas e ausência de exames de imagem, por exemplo.

“Nós estamos no ano de 2015 e nós não temos um raio-x funcionando.

No HE não se consegue revelar uma chapa.

Isso não pode acontecer”, declarou.

Hospital das Clínicas Dr.

Alberto Lima (Hcal)Sobre o Hcal, o parlamentar, junto à comissão, identificou diversos problemas, como o setor de nefrologia.

“Isso é muito grave.

Precisamos de uma política de transplante no Estado.

Caso contrário, os pacientes poderão morrer se eles não forem transplantados”, disse Dr.

Furlan.

Ainda sobre o Hcal, o deputado falou sobre a situação do centro cirúrgico e da UTI, que precisam ser ampliados.

Segundo ele, hoje o número de salas e de leitos nas UTIs está reduzidíssimo: são onze leitos de UTI, mas apenas cinco funcionam.

Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML)De acordo com o vice-presidente da Comissão de Saúde, o HMML passa pelos mesmos problemas que o Hcal: falta de leito e de sala, além de superlotação.

Hospital da Criança e do Adolescente (HCA) e Pronto Atendimento Infantil (PAI)O deputado Dr.

Furlan realizou junto aos integrantes da Comissão de Saúde diversas visitas ao HCA e PAI, onde encontraram uma superlotação e muitas crianças nos corredores do PAI.

“Diante daquela situação, abrimos uma enfermaria no HCA e conseguimos tirar dez crianças dos corredores.

Isso mostra que pequenas atitudes podem mudar esse estado de coisas que hoje é a saúde pública do Estado do Amapá”, disparou.

Hospital de Porto GrandeDurante o discurso na Assembleia, Dr.

Furlan falou sobre o Hospital de Porto Grande.

Segundo ele, o hospital precisa ser ampliado para que se torne um hospital de médio porte para atender a macro região de Porto Grande, Ferreira Gomes, Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio.

“Existe uma compensação da construção da hidrelétrica no valor de R$ 12 milhões para a ampliação do Hospital de Porto Grande.

A gente precisa pensar em saúde e nós temos R$ 12 milhões para isso.

Acredito que não teremos tanta dificuldade em levar profissionais para Porto Grande em virtude da proximidade de Macapá.

Mas é preciso destacar que o hospital é do município e ele não tem condições de gerenciá-lo”, relatou.

Coordenadoria de Assistência Farmacêutica (CAF)Sobre a Coordenadoria de Assistência Farmacêutica, o parlamentar defende que ela necessita com urgência de um sistema de logística que confira da entrada do lote do medicamento até o seu uso no paciente.

Segundo ele, dessa forma será evitado desperdício, corrupção e vencimento da data de validade.

Profissionais da saúdeDurante as visitas realizadas em todas as unidades de saúde e hospitais, Dr.

Furlan conversou com diversos profissionais das diversas categorias da área da saúde.

Ele reforça que precisa ser levada para a Assembleia Legislativa uma discussão sobre a atualização do Plano de Cargos e Carreiras da Saúde (PCCS), além do pagamento do Auxílio Jaleco, que tem que ser feito pelo Executivo.

“Precisamos ter uma política de valorização do profissional da saúde e proporcionar a eles equipamentos de proteção individual e educação continuada, por exemplo”, declarou.

Movimento pela saúdeDiante da situação da saúde amapaense encontrada pelo deputado, ele defende a união de todos os parlamentares e poderes constituídos (Justiça Federal, Estadual, Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual) para cobrar que a saúde seja prioridade máxima.

“Se hoje nós não iniciarmos um grande movimento pela saúde, não conseguiremos resolver lá na frente, e as pessoas estão morrendo.

Então é fundamental entendermos que a saúde é prioridade e nos unirmos em prol da saúde do Amapá, porque essa é uma bandeira que eu nunca vou deixar de defender”, concluiu o deputado.

A atual Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa iniciou a atuação em março deste ano e realizou 20 reuniões ordinárias e seis extraordinárias.

Neste período, os deputados já encaminharam ao secretário de Saúde mais de 100 requerimentos.

Agência Trabalhista de Notícias (LL), com informações da assessoria do deputado Dr.

Furlan (PTB-AP) Foto: Jaciguara Cruz/Alap