Em São Borja (RS), Roberto Jefferson e petebistas homenageiam Getúlio

PTB Notícias 19/04/2012, 13:55


[vc_row][vc_column][vc_column_text]São Borja (RS) é popularmente conhecida como a cidade da “Terra dos presidentes” e “berço do trabalhismo”. Isso porque é nesse município localizado na região oeste gaúcha que lançou ao país e ao mundo grandes líderes políticos. Entretanto, de todas as figuras importantes que nasceram em São Borja e desbravaram o país com seus fortes ideais, espírito visionário e que implantou melhorias que favoreceram os trabalhadores brasileiros – e que são adotadas e seguidas até hoje – é o fundador do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Getúlio Vargas.

Embasado no intuito de prestar homenagem a seu patrono, que completaria 130 anos nesta quinta-feira (19) se ainda estivesse vivo, membros da Executiva Nacional do PTB, como o presidente nacional, Roberto Jefferson, e o primeiro-secretário, Norberto Martins, e líderes da legenda foram até ao mausoléu de Vargas, na praça XV de Novembro, em São Borja, para reverenciar a memória e o legado deixado pelo seu criador.

“São Borja é a Jerusalém do getulista e do trabalhista”, disse Roberto Jefferson, citando uma “frase especial” do vereador gaúcho de Porto Alegre Elói Guimarães (PTB). “E se estamos em São Borja, é para cumprir esse dever religioso de cultuar a memória daquela que nos deu à vida, que é Getúlio Vargas, o fundador do PTB. E o maior primado de Getúlio repousa, a sua maior lição, o seu maior legado, na opção pelo trabalhador. Esse é o caminho que o PTB não pode abdicar. Essa é a estrada que o PTB não pode deixar de caminhar. Qual é o destino, qual é o objetivo do PTB? A defesa intransigente do trabalhador brasileiro, do trabalhador”, afirmou.

Jefferson corroborou o seu discurso explicando a razão de o PTB ter que defender o direito de lutar pelos direitos do trabalhador. De acordo com o líder, quando Getúlio Vargas nasceu, em 1882, em São Borja, município que faz fronteira de Santo Tomé, na Argentina, o regime de trabalho era escravatura. Segundo o presidente do PTB, só quando Vargas completou seis anos de idade é que a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, em 13 de maio de 1888.

“Você imagina a visão de mundo de um homem como Getúlio”, disse Roberto Jefferson, que, de acordo com ele, Getúlio Vargas, filho do general Manoel Vargas e de Dona Cândida, era filho de uma aristocracia rural. “Ele tinha a nítida visão da importância de proteger o trabalhador, de dar direitos ao trabalhador”, sustentou o presidente do PTB, em referência aos triunfos obtidos por Vargas à classe trabalhista, como a CLT e as garantias (horário de trabalho definido, jornada, direito a férias e à aposentadoria).

“Isso tudo é Getúlio. E esse é o seu maior primado, a opção pelo trabalhador, que é a grande maioria do povo do Brasil e do mundo. Esse é o destino que temos que percorrer. Essa é a lição de Vargas. E teve a visão estratégia de entender que na infraestrutura do país ele não podia abrir mão nunca do petróleo”, ressaltou.

Diante desses avanços projetados e introduzidos por Vargas há décadas e que revolucionaram o Brasil e que seguem trazendo benefícios à sociedade e ao país, o PTB presta novamente essa homenagem ao estadista e fundador da legenda trabalhista e a sua visão social, porque, diz Roberto Jefferson, foi um homem que nasceu num regime onde o trabalho era escravo, dotou o trabalhador brasileiro numa legislação que é viva até hoje, a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), Previdência Social, dando proteção ao trabalho, garantindo direitos ao trabalhador.

Jefferson destacou ainda outros progressos e empenhos que o país obteve nas mãos de Getúlio Vargas, sobretudo na área da infraestrutura, como na “energia elétrica, a hidrelétrica do Vale do São Francisco, na Vale do Rio Doce, na estação de minério, na Petrobras, em Volta Redonda, a Siderúrgica Nacional”.

“Olha a visão estratégica desse homem”, enalteceu o líder nacional do PTB. “E nós estamos aqui, ao lado de seu mausoléu, na praça, para reverenciá-lo, agradecer a ele a criação do partido e a construção dessas ideias que nós esposamos, ideias que nos mantém todos unidos aqui e que nos permite continuar construindo o futuro do trabalhismo. Nós, que somos a sua continuação, não dilapidamos o seu patrimônio, a sua herança histórica está mantida conosco. Nós a desposamos e a defendemos”, afirmou Roberto Jefferson.

Participaram também do evento o presidente da Fundação Instituto Getúlio Vargas (FIGV), Benito Gama; o presidente nacional da Juventude do PTB, Anderson Xavier; o vice-presidente da FIGV e presidente do PTB de Mato Grosso do Sul, Ivan Louzada; deputados estaduais gaúchos; o vice-prefeito de São Borja (RS), Jefferson Olea Homrich; a vereadora e presidente do PTB de Belo Horizonte (MG), Elaine Matozinhos; a segunda vice-presidente do PTB Mulher, Marli Iglesias; o vereador e presidente do PTB de Porto Alegre (RS), Elói Guimarães; os presidentes da JPTB Graciela Nienov (RS), Denisson Costa (MA) e Julio Cals (CE); e militantes da JPTB do Rio Grande do Sul.

Agência Trabalhista de Notícias, por Felipe Menezes[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]