Em seu blog, Roberto Jefferson comenta ascensão de Eduardo Campos

PTB Notícias 8/07/2012, 10:24


Leia abaixo comentários do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, publicados em seu blog na internet ( (http://www.

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com) neste domingo (08/07/2012):Discurso ele tem PT e PSB em guerra? Em entrevista a “Folha” o presidenciável Eduardo Campos diz que não, que irá apoiar a reeleição Dilma em 2014, não obstante os repetidos rachas entre os dois partidos nas eleições de agora.

Mas também apontou que o PT “cria mais problema para ela [Dilma] do que o PSB”, que o PSB não faz política como o PT e que 16 anos estão de bom tamanho e 20 é muito de PT no comando do país.

Campos pode dizer que não é candidato, mas discurso ele já tem.

Dilma que se cuide!Só falta o João Santana O apoio incondicional de Eduardo Campos à Dilma e Lula traz um embrionário e interessante discurso: o PSB é igual, mas é diferente – e tem muito eleitor querendo ouvir isso.

É melhor do que o discurso do PT: ele deveria ser diferente, mas é igual ou pior.

Pé de meia De acordo com a “Veja”, Dilma já está se cuidando nessa briga com o PSB.

Diz a coluna “Holofote” que “o governo e o PT declararam guerra ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos, tido como possível candidato do PSB a presidente em 2014”.

De acordo com a revista, que não deve ter lido a entrevista do próprio Eduardo Campos, o corregedor-geral da União, Jorge Hage, recebeu ordem para investigar os contratos com ONGS nos âmbitos de atuação do PSB no governo federal (Ciência e Tecnologia e Integração Nacional).

Ao mesmo tempo, a direção do PT teria convencido Lula a participar dos programas de TV nas cidades que os petistas concorrem com socialistas.

E, apesar da promessa de não participar da campanha onde há outros candidatos da base, Lula já começou a gravar.

Guerra de dois No segundo dia de campanha PSDB e PT já se engalfinham em São Paulo.

Ontem Fernando Haddad respondia as insinuações de José Serra, que na véspera havia sugerido que uma vitória do PT daria ao partido a hegemonia no cenário político nacional e que isso poderia resultar em uma ameaça à democracia.

Para Haddad, Serra quer “assustar” a população.

Enquanto PSDB e PT fingem que são hegemônicos na política paulista não enxergam quem corre por fora.

Escrevendo o futuro sobre o passado A abertura dos arquivos (com a lei que terminou com o sigilo eterno de documentos), mais do que a sem notícias Comissão da Verdade, está nos mostrando como hoje, no presente, escrevemos o futuro sobre as mesmas linhas do passado.

A “Folha”, que já tem histórico de lutar pelo acesso a documentos (premissa de um jornalismo investigativo) parece estar mesmo enfurnada, e com razão, no Arquivo Nacional.

Este, por sua vez, tem liberado o acesso a inúmeros documentos sobre as atividades de vigilância e monitoramento da Ditadura Militar.

Os números e as datas impressionam, mas a cada notícia da “Folha” eu escrevo e repito aqui: se era tanto assim no passado não dá nem para imaginar o que é agora, que a máquina conta com o famigerado Guardião.

O jornal de hoje traz as mesmas notícias sombrias do futuro.

O poder concursado de ontem Hoje a “Folha” traz detalhes de como a máquina estatal seguia e monitorava artistas, dentre os quais Chico Buarque, Caetano Veloso e Antonio Callado.

Ontem trazia os detalhes sobre os arquivos da Comissão Geral de Investigações, que durante a ditadura investigou nada menos do que 25 mil pessoas, empresas e instituições – hoje abertos para consulta no Arquivo Nacional graças a Lei de Acesso à Informação.

O jornal explica que, vinculada ao Ministério da Justiça (como a PF é hoje) e formada por oficiais das Forças Armadas, a Comissão funcionava como um tribunal sumário, capaz de, por um simples ofício, bloquear bens e quebrar sigilos.

Faziam os sigilosos Processos de Investigação Sumária, ou PIS, para perseguir opositores (impossível não lembrar dos PICs, Procedimento Investigatório Criminal do Ministério Público, muitos também sigilosos).

Dentre os 25 mil investigados estavam centenas de políticos, como João Goulart, Juscelino Kubitschek, Ulysses Guimarães e Leonel Brizola.

Semelhanças e coincidências Ao conhecer os documentos até então sigilosos, o professor da Universidade Federal Fluminense Jorge Ferreira, autor da biografia “João Goulart”, afirmou ao jornal que os arquivos da Comissão Geral de Investigações representam “importante contribuição para se entender como os regimes autoritários investigam a vida das pessoas sem que elas tenham a menor ideia disso”.

É realmente incrível como, nos porões da Polícia Federal e do Ministério Público, onde o Guardião faz estoque, a história é capaz de se repetir impunemente, investigando as vidas das pessoas sem que estas façam ideia.

É por essa e por outras que a Comissão da Verdade tem de ser capaz de dizer a que veio.