Em seu blog, Roberto Jefferson comenta matéria da “Época” sobre mensalão

PTB Notícias 3/04/2011, 18:35


Leia abaixo comentários do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, publicados em seu blog na internet ( (http://www.

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com) neste domingo (03/04/2011):Presente de grego A presidente Dilma completará 100 dias no governo, o que significa dizer que Lula completará 100 dias, depois de 8 anos, fora do governo.

O presente de aniversário veio na capa da “Época”, que obteve acesso ao relatório final da PF no caso do mensalão.

Novos detalhes, denúncias e nomes agora povoam as notícias sobre o caso.

Tivesse o relatório ganhado uma capa antes e a história do país e do processo poderia ter sido bem diferente.

Mas, providencial ou coincidentemente, apenas agora, nos 100 dias de ex de Lula, esta capa apareceu.

Feliz aniversário!E não para na “Época” os presentes que a presidente Dilma já está ganhando pelo aniversário de cem dias no governo.

“O Globo” deu sua capa, na qual apontou que Dilma já conseguiu se afastar de Lula em algumas coisas, como na política externa, mas não se livrou de todos os vícios, como na nomeação de políticos para cargos técnicos.

O “Estadão” mirou nos investimentos e nos cortes orçamentários, destacando que o discurso e a prática não estão em sintonia.

Enquanto os gastos com investimentos, que nas promessas seriam preservados, caíram, as despesas com salários e custeio da imensa máquina pública continuam subindo.

Mas temos de concordar que “presente” mesmo ganhou Lula para marcar os seus 100 dias de ex-presidente!Prorrogando o prazoLendo as três matérias do aniversário de 100 dias de Dilma (“Época”, “O Globo” e “Estadão”) conclui-se que não dá para saber se Dilma é boa ou ruim.

O “Estadão” conseguiu não tucanar e achar a crítica certa, enquanto que “O Globo” subiu no muro, equilibrado, dando os pontos fortes e fracos das diferenças de Dilma e Lula.

A “Época”, por mirar o aniversário de Lula, não de Dilma, entra em uma conta diferente.

Tudo somado, desconfio que a lua-de-mel da presidente vai ganhar prorrogação.

Novos velhos alopradosEntre os novos nomes apontados pela Polícia Federal em seu relatório final está um velho conhecido dos jornais: o aloprado Freud Godoy, segurança de Lula que ganhou a alcunha do próprio amigo na campanha de 2006.

A PF não descobriu a origem da montanha de dinheiro fotografada por um delegado, mas não dava mesmo para acreditar que esqueceria assim tão facilmente os aloprados de Lula.

Mais 100Outro nome citado pela PF em seu novo relatório é o do jornalista Luiz Lanzetta.

Na última campanha eleitoral Lanzetta, junto de Fernando Pimentel (hoje ministro), estava no centro da volta dos aloprados em estranhos encontros com arapongas.

Passado 100 dias Dilma precisa mesmo torcer para que a lua-de-mel continue por mais 100, porque ainda não conseguiu se afastar de vez da alopração de sua campanha eleitoral.

Pimenta nos olhos dos outros?Este relatório da PF e, principalmente, a matéria da “Época” tem a capacidade de misturar tudo em uma cumbuca só.

Afinal, parte do mensalão, passa pelos primeiros aloprados com o amigo e segurança Freud Godoy e chega ao amigo e hoje ministro Fernando Pimentel.

Depois de balançar no comando da campanha de Dilma em razão do encontro com arapongas no retorno dos aloprados, Pimentel assumiu seu posto no primeiro escalão do governo Dilma.

Mas, pelo visto, não conseguiu sair da corda bamba.

Frase estranha em julgamento esquisitoA “Época” termina sua matéria dizendo que “as provas reunidas pela PF constituem a última esperança do ministro Joaquim Barbosa e da Procuradoria-Geral para que o Supremo condene os réus do mensalão”.

Além de outros tantos erros jurídicos menores que povoam e contaminam a matéria, é muito estranho que a revista afirme de forma tão categórica que um magistrado, ainda mais do STF, busque a condenação e não a Justiça.

No mínimo, o infeliz final do texto é mostra de que o furo é um presente de grego para a presidente Dilma e o ex-presidente Lula embrulhado em papéis com discretas cores sensacionalistas.

Por isso dá para dizer que a matéria acabou mal.

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