Em seu blog, Roberto Jefferson comenta novas revelações do escândalo no DF

PTB Notícias 13/03/2011, 12:18


Leia abaixo comentários do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, publicados em seu blog na internet ( (http://www.

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com) neste domingo (13/03/2011):Velho novo escândalo Não surpreende que, passadas as eleições, volte aos jornais o delator-geral da República, Durval Barbosa.

Em 2010 ele causou rebuliço, derrubando o então governador do DF José Roberto Arruda.

Mas, desde então, já parecia óbvio que a videoteca tinha mais imagem do que queriam fazer crer.

Governo novo, oportunidade nova.

Começando pela filha do também ex-governador Joaquim Roriz, Jaqueline Roriz, passando pelo Ministério Público, encontrando com o governador eleito, Agnelo Queiroz, Barbosa chega até Gilberto Carvalho, hoje ministro de Dilma.

Ouro falsoE como do porão de Durval Barbosa não para de sair escândalo – que passa pelo todo-poderoso Ministério Público e chega ao Palácio do Planalto – esta parece ser uma oportunidade de ouro para discutir o instituto da delação premiada.

É, pelo menos, o que tenta fazer a “Veja”, que começa e termina a matéria publicada em seu site falando dos lucros e da história do instituto que recentemente foi adotado no Brasil.

Mesmo assumindo que o tema causa discórdia entre especialistas, a revista afaga, até não poder mais, a recompensa aos dedos duros.

Com Barbosa, macomunado que parece estar com o poder concursado, soltando vídeos em doses homeopáticas e determinadas pelo cenário político, é esta, na verdade, uma oportunidade para animar a opinião publicada, nada mais.

Afinal, qual a razão de a revista não questionar o porquê destes vídeos, feitos há tempos, não terem aparecido antes? Porque só agora, quando uma é deputada, outro governador eleito e o terceiro ministro? Não se engane, prezado leitor, Durval, o gravador-geral da República, tem bem menos a ver com Justiça e muito mais a ver com política.

Dança das cadeirasJá “O Globo” conta que, pelo que se ouve nos corredores do Planalto, a dança das cadeiras nos Ministérios deve acontecer bem antes do previsto, ou seja, antes da tradicional marca de um ano.

Com cem dias de governo, nas listas dos queridinhos de Dilma, de acordo com o jornal, estão Antonio Palocci, catapultado na campanha para a Casa Civil, e Fernando Bezerra Coelho, da Integração Nacional.

Na lista negra, aqueles que, por uma ou outra razão, Dilma teve de engolir: Ana de Hollanda, da Cultura e que já produziu sua cota de manchetes infelizes, Fernando Haddad, que ficou na Educação por causa de Lula, Pedro Novaes, do Turismo, Orlando Silva, que ficou com os Esportes, mas sem virar Autoridade Olímpica, e até Guido Mantega, da Fazenda.

Vazada a lista para a imprensa, agora é esperar para ver como os partidos aliados e, principalmente, Lula e PT, vão dançar nesta brincadeira.

Fora da listaTalvez porque seja recente, talvez por razões que a vã filosofia não pode explicar, Gilberto Carvalho não está nem entre os que ficam nem entre os que estão dançando nesta ameaça de reforma ministerial prematura.

Iniciado o governo Dilma, Carvalho era só governo Lula, passado e futuro, em suas declarações públicas.

Agora, tem mais uma vez seu nome, mesmo que de passagem, citado em matérias escandalosas.

Desconfio que, se a imprensa começar a cutucar mais o ex-chefe de gabinete de Lula, ele comece a pular na cadeira.

Mas, a pergunta que não quer calar é se a imprensa está disposta a cutucar.

Tsunami tupiniquimO destaque do “Estadão” deste domingo é o gasto do governo federal com aluguéis de imóveis por Brasília a fora.

Além de dar uma dúzia de exemplos de ministérios que ocupam prédios ou andares inteiros pela cidade, o jornal fornece os números: ao longo dos oito anos do governo Lula, segundo dados do Ministério do Planejamento, o número de empregados pela União aumentou nada menos que em 204 mil servidores; os gastos com a folha federal foram de R$ 75 bilhões, em 2002, para R$ 179,5 bilhões, em 2010.

E há também o velho conhecido número de ministérios: FHC entregou 26, Dilma recebeu 37 e ainda deve criar mais dois.

Nem Niemayer achou que a inundação seria tão grande, causando um tsunami de ministérios pela cidade que desenhou.

Outro mau exemploEntre revoltas no mundo árabe, loucuras do ditador líbio e terremotos e tsunamis no Japão, o WikiLeaks pode até ter sumido do noticiário, mas não sai da cabeça das autoridades americanas.

Na última sexta-feira uma juíza federal dos Estados Unidos deu aos promotores que atuam na investigação contra o site o poder de exigir do Twitter os dados das contas de usuários supostamente ligados às investigações.

Tudo sem sequer um mandado judicial.

O Twitter já reclamou, apontando o abuso do governo americano, e os advogados ligados ao WikiLeaks já prometeram um recurso, enquanto as autoridades americanas ainda tentam arranjar um jeito de processar o site por espionagem.

Nesta história toda, a ação americana está saindo bem pior que a encomenda.