Entrevista: Kennedy Nunes fala sobre pré-candidatura ao Senado por Santa Catarina

PTB Notícias 18/11/2021, 17:23


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O Partido Trabalhista Brasileiro começa a se preparar para o pleito de 2022. O deputado estadual Kennedy Nunes é pré-candidato ao Senado Federal por Santa Catarina. Kennedy teve seis mandatos, sendo dois de vereador em Joinville, maior colégio eleitoral do seu estado, e quatro como deputado. Em entrevista exclusiva para o site do PTB, afirma que assumir este desafio representa defender os valores conservadores e lutar contra a guerra cultural vigente na sociedade. Confira abaixo:

PTB – O senhor já tem uma longa trajetória na política, candidatar-se a senador é mais um passo muito importante. Como foi a decisão para a candidatura?

DEPUTADO – Eu já tive seis mandatos, dois de vereador em Joinville, que é a maior cidade de Santa Catarina, e quatro como deputado estadual. Para mim foi uma surpresa ser convocado para essa missão. Missão de presidir o partido em Santa Catarina e ser o candidato ao Senado que defende as nossas bandeiras – Deus, Pátria, família e liberdade – mas que também tem o papel do posicionamento forte, de combate aos abusos cometidos por várias instituições. Nós precisamos ter isso como meta também, não permitir que essa guerra cultural que existe hoje prospere em nosso país. 

PTB – Vivemos momentos complicados, o que o senhor tem a dizer sobre a união da direita com foco nas eleições de 2022?

O Presidente Bolsonaro conseguiu arrancar das nossas gargantas o grito do conservadorismo, mas a maioria dos conservadores não é envolvido com política partidária. O conservador, cidadão que trabalha de 10 a 12 horas por dia, que só não quer ser incomodado, mas que, agora, com a esquerda nessa guerra cultural, na destruição da família, na parte biológica, introduzindo as ideologias que vem lá da Escola de Frankfurt, percebeu que é preciso participar da política. Começou um movimento nos grupos que elegeram o Presidente Bolsonaro, depois, quando o ele (Bolsonaro) saiu do partido, eles ficaram meio sem graça, e agora com a reformulação do Estatuto do PTB, hoje o PTB é a casa dos conservadores, um Estatuto de direita. Por isso que as pessoas começam a perceber que a casa do conservador realmente é o PTB, é hora de a gente se unir. A divisão da direita só fortalece o comunismo. 

PTB – Quais são seus principais projetos e planos para campanha?

DEPUTADO – Eu fui convocado para uma missão. A missão de representar a família e o conservadorismo no Senado, e combater os excessos do Supremo Tribunal Federal. Essa convocação veio porque, em 32 anos de vida pública, eu não tenho ação nenhuma na justiça. É preciso que os deputados, principalmente os senadores, que são os que podem fazer alguma coisa para coibir os abusos do Tribunal Federal ou dos ministros do STF, é preciso que eles não tenham nenhuma ação na justiça para não ter o que existe hoje. 

Existe uma promiscuidade ética e moral entre o Senado e o Supremo, porque 80% dos senadores têm ação do STF, de interesse ou contra eles, que acabam não fazendo o que tinha que fazer, como impeachment de ministros do Supremo por crime de responsabilidade, verificar como é que tinham nomes de ministros em relações de propina e nada foi feito. É preciso fazer isso, é preciso ser essa investigação, ninguém está acima da lei e é por isso que a minha chamada é essa, para defender o conservadorismo, não permitir que a guerra cultural e ideológica venha persistir. É preciso o combate e também é preciso estancar os excessos que alguns ministros do Supremo Tribunal Federal fazem aqui no país. Estamos vivendo uma ditadura judicial e isso não pode acontecer. 

PTB – Como o senhor vê o Senado em relação às pautas conservadoras? A Casa tem votado projetos ligados ao conservadorismo?

DEPUTADO – Em relação às pautas conservadoras, nós estamos ainda bem aquém, pois a gente precisa ter representantes que tenham experiência, que a casa não os deixem deslumbrados com o poder e acabam esquecendo a sua essência. Vemos muita gente que se elegeu na onda do Bolsonaro em 2018, chegou lá e virou a casaca porque não tinham experiência, não tinham comprometimento. Não sabiam nem o que era conservadorismo, só foram na onda do Bolsonaro. 

Nós, agora, precisamos eleger senadores. Desses 27 que serão eleitos, precisamos eleger senadores, não só comprometidos com as nossas bandeiras conservadoras, mas principalmente que não tenham nenhum processo na justiça e que tenham experiência e que saibam como funciona a parte política. Não é possível mais a gente colocar pessoas sem nenhuma experiência política na Câmara alta, porque vai ser tragédia, tem tragédia anunciada, nós precisamos fazer isso. 

Eu entendo que agora chegou a hora de a gente fazer uma grande renovação. O brasilleiro percebeu logo depois do dia 7 de setembro a importância que tem o Senado Federal. O Senado era sempre um voto que não era valorizado, vinha da listinha de um governador ou de um deputado. Agora não, as pessoas antes de votar, já vão saber a importância que tem o Senado Federal e fazer uma escolha por pessoas experientes que sejam conservadoras e que também tenham esse comprometimento com a vida, a família, mas também não tenham nenhum processo na justiça. 

PTB – O Presidente Bolsonaro tem salientado a importância de se eleger senadores comprometidos com o conservadorismo. O senhor também acha que os partidos conservadores precisam voltar sua atenção para a eleição do maior número possível de senadores?

DEPUTADO – Nós, conservadores, precisamos entender essa questão de eleger senadores, o presidente Bolsonaro está correto, até porque lá tem Renan Calheiros e um monte de gente que não tem moral nenhuma e não tem compromisso nenhum com as nossas bandeiras, que só querem fazer o mal. É preciso compreender também que não podemos nos dividir. A divisão da direita fortalece o comunismo, fortalece a esquerda. 

Então, nós da direita, temos que entender muito bem para apoiar pessoas que tenham capacidade de votação, é preciso ver a densidade eleitoral daquela pessoa. Por exemplo, eu, a minha densidade eleitoral é que eu sou o maior colégio eleitoral de Joinville, a minha cidade tem quase 500 mil eleitores, são 430 mil eleitores. Tem que ver de onde parte. Eu quero ver se eu consigo partir de Joinville com 250 mil votos. Eu sou da Igreja Evangélica Assembleia de Deus e tenho recebido apoio, não só da minha igreja, mas apoio de outras. Nós, em Santa Catarina, somos 32% de evangélicos. Uma candidatura única para a minha cidade me dar essa possibilidade. Uma candidatura única, porque o povo evangélico me dê essa oportunidade. Então você tem que ver qual a sua densidade eleitoral. 

Às vezes você tem um bom candidato, mas ele é de uma cidade pequena que não starta bem e que tem que ter esse bom senso. Então nós precisamos saber, porque a divisão da direita, bota lá 3-4 de senadores da direita, a esquerda bota um só eles fazem 15% e ganham a eleição. Então a importância de nós conservadores sabermos e termos essa estratégia de não dividir, mas sim de somar para a gente poder eleger o máximo de senadores conservadores nessa renovação de um terço do Senado Federal. 

Foto de Weleson Nascimento