“Estados e municípios estão com o pires na mão”, diz Jovair Arantes

PTB Notícias 17/03/2016, 9:14


O líder do PTB na Câmara dos Deputados, Jovair Arantes (GO), defende a aprovação imediata da reforma tributária.

Segundo o parlamentar, isso vai permitir mais recursos para estados e municípios e o fim da guerra fiscal.

“O governo federal não precisa querer todo o dinheiro da República, sendo que os estados e os municípios estão com o pires na mão constantemente para pedir dinheiro aqui em Brasília.

Chega disso”, declarou o líder.

A proposta está sendo analisada por uma comissão especial, mas o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, já marcou a votação da matéria em Plenário para a semana logo após a Páscoa.

A data mais provável é 29 de março.

Confira abaixo entrevista de Jovair Arantes: O presidente da Câmara anunciou que pretende colocar a proposta da reforma tributária em votação no Plenário depois da Páscoa.

Qual a expectativa do senhor em relação ao tema? Esse tema é recorrente na Câmara dos Deputados e é necessário que a gente possa ter a coragem de votá-lo.

Eu acredito que, agora, o presidente Eduardo Cunha vá conseguir aprovar a reforma tributária.

Por que essa reforma é tão importante para os brasileiros? Não dá mais para você pagar tanto imposto e ter tão pouco retorno.

E, outra coisa, precisamos fazer um pacto federativo de tal sorte que os municípios e os estados possam ter os recursos para fazer os investimentos locais.

O objetivo também é acabar com a guerra fiscal ou, pelo menos, tentar amenizar esse confronto que existe entre os estados? Sim, principalmente essa questão da guerra fiscal.

Alguns dizem que o incentivo fiscal que os estados pequenos dão é desleal aos grandes estados.

Mas, quando se investiu em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul – os estados que mais se desenvolveram no Brasil –, houve isenção fiscal.

Todos tiveram incentivo fiscal da União para que as indústrias se instalassem lá.

Depois que esses estados ficaram fortes, os pequenos não podem desenvolver.

Como os estados em desenvolvimento estão sendo afetados? Há uma questão de ataque discriminatório aos pequenos estados que têm crescido.

Goiás, por exemplo, nos últimos 20 anos, saiu da 17ª posição que ocupava nacionalmente e disputa o 7º, 8º e 9º lugar no Brasil em competitividade, em qualidade de produção.

Então, o estado que começa a crescer, começa a incomodar.

Aí, os grandes estados começam a dizer que isso é guerra fiscal.

Não é nada disso.

Como o senhor avalia a proposta em análise na Câmara? Essa reforma tributária que está sendo apresentada é uma boa proposta.

O governo federal não precisa querer todo o dinheiro da República, sendo que os estados e os municípios estão com o pires na mão constantemente para pedir dinheiro aqui em Brasília.

Chega disso.

Agência Trabalhista de Notícias (LL), com informações da assessoria da Liderança do PTB na Câmara dos DeputadosFoto: Jotanic/Câmara dos Deputados