Estudo coordenado por Marlene Campos Machado aponta que igualdade de gênero no Brasil está abaixo da média de 1990

PTB Notícias 13/04/2017, 18:00


Imagem Crédito: Divulgação

O Ranking Nacional de Presença Feminina no Parlamento 2017, divulgado nos últimos dias, figura o Brasil na 115ª posição dentre 138 países e aponta que o percentual de mulheres no Legislativo brasileiro ainda está mais de 20% abaixo da média mundial registrada em 1990. Com base nos dados do Banco Mundial, o estudo PMI calcula que a participação feminina na política cresceu em média de 2,7% ao ano no Brasil entre 1997 e 2017, que significa que, nesse ritmo, o país chegaria a ter 257 cadeiras na Câmara dos Deputados (50%) ocupadas por mulheres apenas em 2080.

Produzido pelo Projeto Mulheres Inspiradoras (PMI), o estudo foi coordenado por Marlene Campos Machado, presidente nacional do PTB Mulher, e contou, em seu lançamento, com a cobertura da grande mídia, como as revistas Época, IstoÉ, Exame, os portais UOL e Terra, a Agência Brasil, e matéria nos maiores jornais regionais em praticamente todos os estados (Estado de Minas, O Tempo, Diário Catarinense, O Estado do Maranhão, Diário de Pernambuco, dentre outros).

“Das dezenas de entrevistas que concedi e as mais de 179 matérias sobre a nossa pesquisa nos últimos dias, é muito gratificante saber que de alguma forma pudemos contribuir para que mais pessoas saibam que é preciso melhorar a presença feminina no Parlamento e debatam ainda mais o assunto”, afirma Marlene, que coordenou o estudo sem nenhuma vinculação partidária ou política.

“Tenho minhas atividades políticas, mas as análises que fazemos no PMI são imparciais e desvinculadas. Nosso objetivo é promover informações, pesquisas e análises sobre o universo feminino, tanto é que até outros partidos replicaram nossa análise e publicaram-na em seu site”, completa.

Estudo

Dividido em duas partes, Mundo e Nacional, o estudo expõe como o Brasil está em relação aos demais países, o quanto o país evoluiu na participação feminina no Parlamento, a influência das cotas ou cláusulas de gênero, como estão as regiões e estados do país no quesito candidatas, eleitas e não eleitas com zero ou poucos votos.

O estudo PMI analisou candidatas, eleitas e não eleitas aos cargos de senadora, deputadas federais, estaduais e distritais e vereadoras em 2014 e 2016, e criou o ranking por regiões nacionais, por estados e municípios e um ranking internacional analisando 138 países.

O estudo aponta ainda que mais de 40% das mulheres que se candidataram ao legislativo municipal nos estados da Bahia, Paraíba e Alagoas tiveram menos 10 votos nominais cada.

Confira aqui o estudo na íntegra.

Projeto Mulheres Inspiradoras

É um projeto apartidário e sem fins lucrativos que desenvolve eventos, palestras e divulga informações e produz análises sobre temas relativos ao empreendedorismo, participação feminina nos espaços de poder, motivação e superação.

Com informações da assessoria de imprensa de Marlene Campos Machado