Excesso de presença do Estado impede que Brasil se desenvolva, avalia Paes Landim

PTB Notícias 27/11/2017, 16:44


Imagem Crédito: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Ao analisar o relatório do Banco Mundial sobre o Brasil divulgado na semana passada, o deputado Paes Landim (PTB-PI) afirmou que o maior problema do país é a grande presença do Estado em setores onde ele não deveria intervir, enquanto áreas importantes recebem menor assistência do que seria necessário.

O relatório do Banco Mundial, intitulado “Um ajuste justo: Análise da eficiência e equidade do gasto público no Brasil”, analisou as raízes dos problemas fiscais recorrentes do país, os programas sociais existentes e as alocações de despesas.

“Acho que o Banco Mundial perdeu um pouco o foco principal. O grande gargalo do Brasil é o Estado. O país está encharcado de Estado. Tem muito mais Estado do que nação. Enquanto a nação não for mais forte que o Estado, a atrofia, a corrupção, a malandragem, a burocracia e o desmantelo social econômico dificilmente serão superados”, afirmou.

Não opinião do parlamentar, o Estado tem que agir fortemente na área de segurança, dar acesso aos pobres a uma educação de qualidade e proporcionar uma saúde pública de alto nível – que dê garantia de vida e sobrevivência aos mais pobres. “São funções éticas que o Estado esqueceu”, acrescentou.

Salários

Paes Landim também discordou da análise feita em relação aos proventos dos servidores públicos, que, segundo o documento, contribuem para aumentar a desigualdade no país. O deputado apontou que o relatório esqueceu de analisar os altos salários dos funcionários das empresas estatais federais e dos bancos públicos.

“Onde é que estão as maiores distorções salariais deste país? Nas estatais do governo. Outro dado que o Banco Mundial esqueceu: os diretores do Banco do Brasil ganham na faixa de R$ 100 mil por mês. Um absurdo. Em nenhum país rico do mundo existe isso”, denunciou.

Com informações da assessoria da Liderança do PTB na Câmara dos Deputados