Executiva Nacional aprova decisão sobre petebistas que saíram do partido

PTB Notícias 17/10/2007, 14:32


A Executiva Nacional do Partido Trabalhista Brasileiro, reunida nesta quarta-feira no Hotel Nacional, em Brasília, decidiu que a direção nacional do partido delega aos presidentes de diretórios estaduais e municipais do PTB a decisão sobre requerer ou não na jstiça dos mandatos dos parlamentares que deixaram o PTB após o dia 27 de março.

Este foi um dos principais temas em discussão pela Executiva Nacional do partido na manhã desta quarta-feira, ao reunir os membros do Diretório, senadores, deputados federais, deputados estaduais, prefeitos, vereadores e militantes petebistas.

Após ouvir ponderações e discursos de diversos membros do PTB, o Presidente Nacional do Partido Trabalhista Brasileiro, Roberto Jefferson, colocou em votação esta proposta, que foi aprovada por unanimidade.

Além deste tema, os membros do PTB também discutem neste encontro sobre uma decisão do partido a respeito dos deputados federais que deixaram a legenda neste ano de 2007.

eixaram o partido e se esta decisão deve ser nacional ou regional.

Durante toda a manhã, diversos petebistas emitiram sua opinião sobre a questão da fidelidade partidária.

Manifestaram suas opiniões o deputado estadual Campos Machado (SP), o senador Sérgio Zambiasi (RS), o deputado federal Sabino Castelo Branco (AM), o deputado federal Armando Abílio (PB), a vereadora Cristiane Brasil, o deputado federal Sérgio Moraes (RS), o advogado Luiz Francisco Barbosa, o senador Epitácio Cafeteira, o presidente da FIGV, Eduardo Seabra, o deputado Alex Canziani, o vice-presidente Flavio Martinez, entre outros.

Para Cristiane Brasil, presidente do diretório regional do PTB/RJ, não adianta ir atrás de quem partiu.

“Quem foi, foi.

Vamos pensar em quem está aqui agora, quem veio lutar conosco pelo ideal trabalhista.

O lado bom é que o partido está livre de umas presenças nefastas”, afirmou.

A petebista complementou ainda dizendo que perdeu uma eleição, mas não irá perder a próxima.

Itapuã Messias, consultor jurídico do PTB, defendeu que esta é uma decisão fundamental para a construção da história política daqui para diante.

“Acredito que inviabilizar a iniciativa de um vereador lá do interior não é um passo positivo.

Não podemos impedir nossas lideranças municipais de se defenderem.

Minha sugestão é que o PTB faça uma resolução defendendo a decisão do STF e dando liberdade de ação aos municípios e Estados”, enfatizou.

O deputado federal Sabino Castelo Branco (AM), que ingressou este ano no PTB, também teve a oportunidade de defender o seu ponto de vista.

“Meu mandato foi conquistado com o meu trabalho.

Foi conquistado com a ajuda de Deus e a de Amazonino Mendes.

Não recebi nenhuma ajuda do meu ex-partido.

Por isso, nenhum colega meu me verá pedir sua cassação.

Sugiro então que deixem que Deus resolva este problema.

Foi o povo quem quis.

Nós não temos o direito de tirar um mandato dado pelo povo”, disse o presidente do PTB do Amazonas.

Esta também é a opinião do deputado federal Armando Abílio, presidente do PTB da Paraíba: “Acredito que devamos deixar essas decisões para as regionais e municipais.

Vamos fazer com que esta resolução seja um instrumento de paz e não de injustiça”.

Para o deputado federal Alex Canziani, presidente do PTB do Paraná, o importante é caminhar para a frente e esquecer quem deixou o partido: “A decisão do STF deveria ser entendida como sendo para as próximas eleições.

Acredito que o PTB deve sair daqui com uma meta clara para 2008 e 2010″.

O deputado Paes Landim relatou sua ida ao Tribunal Superior Eleitoral durante a discussão da fidelidade partidária, e afirmou que o partido não deve se manifestar nem a favor nem contra a atitude de parlamentares que deixaram o partido.

Para Paes Landim, o partido deve esperar pelos procedimentos futuros que serão decididos pelo TSE e pelo STF para tomar uma posição definitiva sobre o tema.

O advogado Luiz Carlos Barbosa defendeu que o partido tomasse uma posição unificada e que essa decisão refletisse o pensamento da base como um todo.

Para Barbosa, o partido se equivocou nas últimas eleições ao se tornar um partido apenas de cúpula, deixando relegada a sa base.

“O nosso ideal de partido não pode ser uma cúpula desinspirada, e sim uma base fortalecida”, disse Barbosa.

O senador Epitácio Cafeteira relembrou sua ligação histórica com o PTB, e afirmou que os membros do partido precisam dar continuidade aos conceitos e premissas que formaram o ideário de construção do PTB.

Já o vice-presidente do partido, Flávio Martinez, se emocionou ao lembra do momento em que recebeu a bandeira das mãos do presidente Roberto Jefferson, que deixou a presidência do PTB para se defender na Câmara dos Deputados.

Flávio Martinez revelou sua alegria em afirmar que o partido voltou a estar nas mãos da pessoa que mais tem autoridade para comandar os destinos do partido.

“O meu irmão, José Carlos Martinez, lá de cima está hoje muito feliz, porque você, Roberto Jefferson, resgatou a essência do PTB”, disse Flávio, emocionado.

Para o Secretário de Relações Sindicais, Trabalhista e Mobilização, Carlos Thadeo (SP), esta é uma decisão acertada: “O STF decidiu o nosso futuro, então não podemos ficar olhando para trás.

O PTB não pode ficar se olhando no espelho, mas também não podemos voltar para buscar os marinheiros que ouviram o canto das sereias”.

Após colocar o primeiro item em votação, sobre a delegação da decisão para os presidentes estaduais e municipais, o presidente nacional do Partido, Roberto Jefferson, suspendeu a sessão, que recomeçará após o almoço.

Agência Trabalhista de Notícias