Ezequiel Ferreira Filho: PTB de Mossoró poderá ter candidato a prefeito

PTB Notícias 30/05/2011, 8:51


Ezequiel Ferreira Filho concedeu entrevista exclusiva à GAZETA DO OESTE e falou a respeito dos projetos políticos da legenda em Mossoró (RN).

GAZETA DO OESTE – Como o senhor avalia o trabalho realizado pela Assembleia Legislativa?EZEQUIEL FERREIRA – Com entusiasmo.

A Assembleia é o termômetro da população, pois aqui todos os níveis, econômicos, sociais, religiosos e raciais estão representados.

Esta é uma Casa plural.

Os debates têm sido, na sua maioria, de alto nível, pois tanto o governo como a oposição querem o melhor para o Estado.

Por outro lado, os pronunciamentos e principalmente as audiências públicas têm demonstrado o alto nível dos atuais ocupantes.

As comissões permanentes têm funcionado a todo vapor, dando celeridade aos projetos que chegam a esta Casa.

A Assembleia tem cumprido o seu papel.

GO – O RN vive um momento delicado com tantas categorias em greve e outras indicando a paralisação.

Como o senhor analisa o comportamento do Executivo na condução desta crise administrativa?EF – Nenhum governo gosta de greve, nem tampouco a população que é a mais prejudicada.

Eu entendo, que o sentimento dos grevistas é a quebra da palavra do governo do Estado.

Neste caso, na maioria das vezes, o Poder Executivo enviou ao Legislativo projetos de lei concedendo reajustes a diversas categorias funcionais.

Os “grevistas” querem o cumprimento da palavra.

Aqui não é o ex-governador Iberê Ferreira ou a ex-governadora Wilma de Faria, ou a atual governadora Rosalba Ciarlini.

É o Estado do Rio Grande do Norte.

Os professores têm o direito ao Piso Nacional, como determinou o STF.

Neste momento é acomodar o direito com o caixa do Estado.

O limite de responsabilidade fiscal não deve ser empecilho, pois a própria lei determina outras variáveis sempre a favor dos funcionários, concedendo prazo para que o Estado retorne ao limite prudencial.

Vamos dialogar, eu diria.

GO – Quanto às críticas do governo atual em relação à gestão anterior, do qual o senhor fez parte?EF – Desde que entrei na vida pública e que acompanho a política do Rio Grande do Norte, sempre quem entra diz que recebeu o governo em dificuldades.

Recordo-me que José Agripino, quando assumiu o governo pela segunda vez, disse que tinha encontrado um vaso quebrado.

E assim sucessivamente.

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Garibaldi quando assumiu o governo, Wilma quando assumiu e agora Rosalba.

É importante os governantes deixarem de olhar para o retrovisor e começar claramente a administrar, mostrando os projetos de desenvolvimento econômico para o Estado.

GO – O senhor acredita que o governo do Estado conseguirá com facilidade conquistar a maioria no legislativo?EF – Uma coisa eu posso dizer: o Governo do Estado não enfrentou nenhuma dificuldade nas matérias importantes encaminhadas à Assembleia.

Mesmo o governo só tendo 11 deputados na sua base, todos torcem pelo Rio Grande do Norte.

E nenhum faz oposição ao Estado e sim ao governo.

Na realidade, o governo tem minoria na Assembleia, mas está nítido que a Casa não terá nenhum problema, diante de matérias enviadas pelo governo, que seja para beneficiar o Estado.

GO – Como o senhor vê a criação do PSD no Estado?EF – Vejo com tranquilidade a criação de mais um partido, dando oportunidade a população do Rio Grande do Norte ter mais uma escolha.

O PSD nasce sob o comando do vice-governador Robinson Faria, de quem sou amigo, e terá nos seus quadros vários deputados que convivo há anos na Assembleia.

O PSD nasce no Estado forte.

GO – O senhor sempre teve ligações políticas com o vice-governador Robinson Faria.

PTB e PSD podem se compor nas eleições municipais do próximo ano, em alguns municípios?EF – Sim.

Não só o PTB e PSD, mas com qualquer outra legenda.

Seja ela PMDB, PT, PSB, PR, PP, DEM seja qualquer outra legenda que vier fortalecer o PTB nos municípios.

Onde o PTB for mais forte, ele pode ocupar a cabeça da chapa.

Onde ele tiver menos força ele pode indicar o vice.

Mas, no mínimo o PTB terá uma chapa proporcional sólida para aumentar a sua participação nos espaços políticos nos municípios do Estado.

GO – Em Mossoró, o PTB está sendo reestruturado.

Qual a orientação do comando à sigla na cidade?EF – A orientação é uma só.

Agregarmos bons nomes, pessoas que queiram entrar no partido para estruturá-lo, dando uma nova musculatura e fazer o partido crescer.

Particularmente em Mossoró, pela sua importância política, econômica.

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O PTB que já foi um partido forte em Mossoró, tem tudo, agora pelas mãos dos novos e antigos companheiros (Paulo Fernandes, Carlinhos, Diassis Vieira, Gerson Nóbrega, Pedro Eugênio, Rivaldo, Gonzaga Chimbinho e Benjamin Machado), para voltar a ser um partido forte.

A nossa meta em Mossoró é formar esse bloco, com pessoas que se juntarão para ter uma boa legenda e disputar a Câmara Municipal, um desejo de fazer aí três vereadores e podendo ter sim um candidato próprio a prefeito.

GO – Há prioridade do PTB de Mossoró em fazer alguma aliança com partidos que fazem parte da oposição em nível estadual?EF – O PTB de Mossoró terá carta branca.

O único compromisso que as lideranças locais terão é de fazer o partido crescer e ser maior do que é hoje.

Portanto, eles terão carta branca para fazer a composição que for mais interessante politicamente para o partido.

GO – Qual o balanço que o senhor faz dos primeiros seis meses do governo Rosalba Ciarlini?EF – Tímido e de dificuldades.

O retrato atual não é muito bom.

A pesquisa mais recente aponta um índice alto de reprovação.

Mas, está cedo.

Agora mesmo o RN perdeu o direito de sediar a Copa das Confederações, isto é muito ruim.

Mas, o Estado não é apenas a perspectiva da Copa.

É um Estado com futuro econômico.

Vamos turbinar os projetos das usinas eólicas, concluir o Terminal Pesqueiro e acelerar o Aeroporto de São Gonçalo.

Vamos continuar pensando e lutando, pois “desenvolvimento também é questão de mentalidade”.

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GO – Qual a perspectiva do deputado Ezequiel Ferreira para este mandato na Assembleia Legislativa?EF – Lutar pela diminuição da desigualdade social no RN.

Melhorando a política pública da educação, com o aumento significativo da qualidade de ensino oferecido e superação do analfabetismo.

Na saúde, redução dos níveis de morbidade e mortalidade.

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Melhorando a rede de atenção básica da saúde.

Já na segurança, redução do número de homicídio e combate intransigente às drogas.

Na área de desenvolvimento econômico, a promoção do adensamento das cadeias produtivas e o fortalecimento dos “clusters” devem ser as prioridades de qualquer governo.

Gostaria também de ver a capacitação dos norte-rio-grandenses para o mercado de trabalho será gerado com as ZPEs de Macaíba e Assu, aeroporto São Gonçalo e o aumento da implantação de energia eólica no Estado.

O grande mestre da economia brasileira, Celso Furtado dizia: “O problema central dos países subdesenvolvidos é a escolha de uma estratégia de modificações das estruturas e não a formulação de planos convencionais de desenvolvimento”.

Agência Trabalhista de Notícias (LL) com informações do Portal Gazeta do Oeste