Fabio Camargo diz que a apuração continua, apesar da CPI paralisada

PTB Notícias 29/05/2011, 7:46


Em razão da confirmação da liminar que suspendeu na Assembléia Legislativa do Paraná a CPI das Falências, por parte do Tribunal de Justiça Paraná (TJ-PR), o presidente da comissão, deputado estadual Fabio Camargo (PTB), afirmou que realizará audiências públicas para dar continuidade às apurações levantadas e colher novos fatos.

“Quero ver quem tentará ordem judicial para me segurar e calar minha voz mais uma vez”, desafiou o deputado petebista.

Na semana passada, advogados da família Simão, uma das principais suspeitas em fraudes falimentares tentou, por medida judicial, censurar Camargo de se pronunciar no parlamento ou dar entrevistas citando o envolvimento deles.

O pedido foi negado pela 11° vara Cível de Curitiba.

Outra medida da mesma família, dessa vez extrajudicial, foi requisitar ao presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB), a retirada de notícias da CPI da página eletrônica da Casa.

“Houve uma indignação por parte da mesa executiva com esse pedido.

Como apoio, as notícias continuam a ser postadas”.

AudiênciaNa próxima semana, o deputado Fabio Camargo divulgará a data do encontro da primeira audiência que será em Guarapuava.

Na cidade paranaense encontra-se uma das principais falências do Estado.

A Madeireira GVA (Madeirit) teve sua falência decretada em 2009.

Embora um parecer do Ministério Público tenha apontado que a empresa tinha totais condições de continuar em funcionamento e gerando lucro.

Com falência, cerca de 200 postos de trabalho foram fechados.

Além de milhares hectares em cultivo de pinus e outras benfeitorias ficarem na mão do administrador da massa falida, indicado pela Justiça.

Segundo Margarete Portela, advogada de credores prejudicados, a família Simão assumiu a administração.

Imediatamente, arrendaram os imóveis e o parque industrial a um terceiro.

Deixaram de realizar o leilão para pagar credores e recolher todos os tipos de impostos.

“Na audiência pública podemos ouvir as pessoas e colher documentos para finalizar nosso estudo sobre as falências fraudulentas no estado.

Nada impede de entregarmos aos órgãos responsáveis para que apurem os fatos”, prevê o presidente da CPI.

RelatórioEm relação ao que foi levantado até o momento pela CPI, Camargo informou que os integrantes da comissão entregarão o relatório parcial.

O deputado do PTB paranaense disse que respeita a ordem judicial, porém procurará o direito de restabelecer os trabalhos da comissão.

O próximo passo é cassar a liminar nos tribunais superiores.

Camargo elogiou a postura da Corregedoria do Tribunal de Justiça do Paraná.

“Quem é sério quer colaborar com os trabalhos da CPI.

Quem tem algo a esconder quer que a liminar seja mantida”.

Nesta semana, o parlamentar antecipou que levará ao plenário da Assembleia, durante a sessão, informações da relação “promíscua” entre o juiz da 1° vara de Falência de Curitiba, Marcel Rotoli de Macedo, e da família Simão.

“Apresentarei áudio e vídeo.

Acredito que essas gravações confirmarão as festas pessoais entre eles”, adiantou.

Encontro com MPCamargo informou que teve um encontro na última quinta-feira (26/05/2011) com os procuradores de Justiça João Carlos Silveira e João Ângelo Leonardo.

Eles foram designados para investigar as denúncias de irregularidades em processos de falências.

“Passarei todo o material apurado pela comissão até agora para que o Ministério Público possa tomar as providências necessárias”, contou.

fonte: Assessoria de Imprensa do deputado Fabio Camargo (PTB-PR)