Fabio Camargo vai recorrer à Justiça para instalar CPI das ONGs no Paraná

PTB Notícias 5/04/2007, 12:18


O deputado estadual Fabio Camargo, do PTB do Paraná, vai recorrer à Justiça para tentar garantir a CPI que pretende investigar os repasses do Poder Público para ONGs e Oscips.

Em duas reuniões realizadas nesta semana, o líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) orientou à sua bancada que retirasse as assinaturas.

O petebista Fabio Camargo contesta a atitude, uma vez que o requerimento para a instalação da comissão já foi lido e aprovado em plenário.

“Já houve o ato administrativo, A retirada das assinaturas é ilegal”, argumenta Fabio Camargo.

O parlamentar levanta suspeita sobre o ato do líder governista.

“Se houve a retirada das assinaturas é porque alguém teme a investigação.

Resta saber quem estaria comprometido.

O governo? Deputados da base do governo? O próprio líder do governo?”, pergunta o deputado do PTB.

Além de retirar as assinaturas da CPI das ONGs, Romanelli encaminhou a retirada de assinatura das outras cinco CPIs que foram protocoladas pela base governista.

“A partir do ponto que o próprio Romanelli afirma que as CPIs propostas pelo governo foram apenas artifícios regimentais para barrar iniciativas da oposição, significa que estas comissões eram laranjas, o que não é o caso da nossa proposta”, argumenta.

Fabio Camargo criticou também a postura do presidente da Assembléia, Nelson Justus (PFL), por não ter instalado a CPI logo depois de sua aprovação pelo plenário.

“Na ocasião foi levantada uma questão de ordem que foi resolvida logo em seguida.

Depois disso, o presidente postergou a instalação, o que me pareceu muito estranho”, conta o parlamentar.

A postura de Fabio Camargo, depois deste episódio, será a de oposição ao presidente da Assembléia.

“Vamos pedir informações sobre uma série de questões administrativas da Casa.

Queremos transparência sobre como a Assembléia do Paraná vem sendo administrada”, avisa o petebista.

De acordo com Nelson Justus, as questões levantadas pelas CPIS propostas podem ser investigadas pelas comissões internas da Casa, sem a necessidade de instalação de Comissões Parlamentares de Inquérito.

“Isso é uma forma de centralizar os trabalhos.

A impressão é que o presidente quer todos os holofotes para ele”, conclui Fabio Camargo.

fonte: site da Assembléia Legislativa do Paraná