Familiares e amigos se despedem do Petebista Eliseu Santos

PTB Notícias 1/03/2010, 7:44


O funeral do secretário da Saúde de Porto Alegre, Eliseu Santos (PTB), morto na noite de sexta-feira, reuniu familiares, amigos e membros da comunidade evangélica da qual fazia parte, na tarde de ontem, 28/02, no Cemitério Jardim da Paz, zona Leste da Capital.

O corpo foi levado em um carro do Corpo de Bombeiros em cortejo pela cidade, logo após o fim do velório no Salão Júlio de Castilhos, na Assembleia Legislativa.

Por volta das 17h, o caixão foi conduzido sob uma salva de palmas ao local do sepultamento.

Muito emocionados os filhos de Eliseu Santos, Arthur e Eliseu, acompanhados da viúva, Denise Goulart Silva, e dos irmãos do secretário, Dirceu e Dircéia dos Santos, despediram-se do político.

Um canto foi entoado pelos pastores que conduziram um culto no velório, horas antes no Parlamento gaúcho.

Alguns companheiros de partido, como o senador Sérgio Zambiasi e o presidente estadual do PTB, deputado Luis Augusto Lara, integraram o cortejo até o cemitério.

“É uma grande perda não só para o PTB, mas para a política do Rio Grande do Sul.

Eliseu sempre foi uma pessoa que esteve presente e se dispôs a enfrentar os problemas com determinação e coragem”, afirmou o senador, consternado.

O secretário da Administração e dos Recursos Humanos do Estado, Elói Guimarães, lamentou a perda de Eliseu.

“Sem dúvida um dos grandes nomes que fizeram do PTB o partido que é hoje”, acrescentou.

Além dos familiares, o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB), e muitos companheiros e colegas do Executivo municipal, especialmente da Secretaria da Saúde, permaneceram até os últimos instantes do funeral.

As cores preta, branca e vermelha das bandeiras do PTB despontavam na multidão que compareceu ao Cemitério Jardim da Paz, em uma última homenagem a Eliseu Santos.

Emoção marca velório do secretário O Salão Júlio de Castilhos da Assembleia Legislativa ficou pequeno para acomodar as autoridades, amigos e correligionários do secretário da Saúde de Porto Alegre, Eliseu Santos (PTB).

Centenas de pessoas compareceram na tarde de ontem para prestar as últimas homenagens ao médico e político gaúcho.

O corpo foi trazido para ser velado no Parlamento gaúcho na tarde de sábado e deixou o local ontem para o funeral no Cemitério Jardim da Paz.

Um culto celebrado pelos pastores da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, Alci Jacob Schneid e Eliezer Moraes, marcou a emocionante despedida.

A governadora Yeda Crusius (PSDB) chegou minutos depois do início da cerimônia e foi recebida pelo presidente do Parlamento, deputado Giovani Cherini (PDT), em frente ao Palácio Farroupilha.

Após uma rápida troca de cumprimentos, Cherini conduziu-a ao Salão Júlio de Castilhos da Assembleia Legislativa.

Além dos familiares, o prefeito José Fogaça (PMDB), acompanhado pela mulher Isabela, esteve ao lado da viúva, Denise Goulart Silva, durante todo o velório.

Abalado com a morte do secretário, Fogaça falou da dedicação de Eliseu às causas da saúde pública.

“A solidariedade para Eliseu Santos era uma forma de expressar a sua fé.

Bravura, paixão e essa capacidade de se doar foram sempre imensuráveis e marcantes nele.

Temos que celebrar a sua extraordinária trajetória e o que ele foi.

Seu nome ficará para sempre marcado no coração e na história de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul”, afirmou.

Também bastante emocionado, o deputado Cherini destacou a trajetória do secretário municipal da Saúde.

“Um brilhante político.

Sempre disse que ele estava emprestado para a prefeitura, pois foi um excelente deputado e pretendia retornar para cá neste ano com a campanha para deputado estadual.

O PTB e o Rio Grande estão de luto pela perda do grande homem e político dinâmico que foi Eliseu.

Um assento nesta Casa estará sempre vazio”, completou o presidente da Assembleia Legislativa.

Autoridades prestaram últimas homenagensGovernadora Yeda Crusius consolou Denise, viúva de Eliseu.

Foto: Mauro Schaefer/JC Coube à governadora Yeda Crusius (PSDB) finalizar a cerimônia que antecedeu o cortejo fúnebre e prestar as honras ao secretário.

Yeda falou da fé inabalável de Eliseu.

“Falar sobre o Eliseu é falar sobre o seu caminho de servir.

Melhorar, este sempre foi o seu objetivo.

As palavras de conforto que ele pregava são ditas agora para tornar a despedida mais fácil.

Ele viveu por uma causa, por um propósito.

E sempre se fez presente quando chamado.

Uma figura enérgica, um homem combativo, dedicado às grandes causas do nosso Estado”, disse Yeda.

O senador Sérgio Zambiasi (PTB) ainda estava muito abalado com a perda do amigo.

“É surpreendente.

Mesmo o Eliseu tendo posições muito claras e fortes, não encontro razões para o que aconteceu.

Mas certamente mais uma vez perde a cidadania contra a bandidagem.

” Ele destacou dois momentos que viveu ao lado do correligionário: “o primeiro momento que recordo foi quando nos conhecemos, pois ele foi até a Rádio Farroupilha, onde eu tinha meu programa.

Ele queria saber se o pedido de ajuda que fazíamos a um cidadão era verdadeiro.

Constatou e ajudou.

O segundo momento emocionante foi quando Eliseu foi aclamado candidato a vice-prefeito de Porto Alegre na chapa de Fogaça”.

Parlamentares da bancada do PTB e de legendas da Assembleia Legislativa, assim como correligionários e deputados federais, estiveram presentes na cerimônia de despedida do secretário.

Lideranças políticas de diferentes siglas partidárias também manifestaram por nota o sentimento de pesar pela morte de Eliseu.

Porto Alegre está com luto oficial decretado desde sábadoO prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB), decretou luto oficial de três dias a partir de sábado pelo falecimento do secretário municipal da Saúde, Eliseu Santos (PTB).

O presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, vereador Nelcir Tessaro (PTB), também declarou luto oficial pelo mesmo período.

Tessaro e os demais vereadores da Capital lamentaram a morte de Eliseu, ocorrida em circunstâncias ainda não esclarecidas, na sexta-feira à noite, em Porto Alegre.

Secretário dividiu a atuação entre a medicina e a políticaEliseu Felippe dos Santos nasceu, em Porto Alegre, em 8 de dezembro de 1946.

Médico formado pela Ufrgs, em 1973, com especialização em traumatologia e ortopedia, medicina do trabalho e desportiva, dividiu sua trajetória profissional entre a medicina e a política.

Foi vereador de Porto Alegre, pelo período de 1993 a 1994, presidindo a Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara Municipal.

Em 1995, ocupou pela primeira vez uma cadeira de deputado na Assembleia Legislativa.

Permaneceu por uma década no Parlamento gaúcho.

Por dois anos consecutivos, ocupou a presidência da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia.

À frente do órgão técnico, o deputado presidiu a elaboração do Código Estadual do Meio Ambiente, pioneiro no País e copiado por vários estados.

Em 1999, Eliseu deflagrou o processo de negociação entre os hospitais filantrópicos e o governo estadual para a criação do Fundo de Apoio Financeiro e de Recuperação dos Hospitais Privados Sem Fins Lucrativos e Hospitais Públicos (Funafir).

A negociação colocou fim a uma das mais longas greves dos servidores da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre e estabelecimentos filantrópicos.

Em uma década como deputado estadual, Eliseu apresentou mais de 100 projetos de lei.

Entre eles, o que obriga a emissão de receituário e carimbos médicos mediante a apresentação da carteira profissional.

Com isso, a falsificação de carimbos e receituários médicos para aquisição de químicos usados para fabricar entorpecentes foi dificultada no Estado.

Em 2004, foi eleito vice-prefeito de Porto Alegre, ao lado do prefeito José Fogaça (PMDB).

Em 2007, assumiu a Secretaria Municipal da Saúde.

Evangélico, Eliseu era ministro da Assembleia de Deus.

Ele deixa a esposa, Denise Goulart Silva, e quatro filhos, Arthur, Eliseu, Virgínia e Mariana.

Polícia analisa imagens do assassinato de Eliseu SantosA Polícia Civil analisa imagens de câmeras de vigilância e o material genético do sangue coletado junto ao local do crime para buscar os suspeitos do assassinato do secretário de Saúde e ex-vice-prefeito de Porto Alegre, Eliseu Santos, de 63 anos.

Ele foi morto na noite de sexta-feira, por volta das 21h20min, quando saía de um culto evangélico no bairro Floresta, em Porto Alegre.

Ele estava na companhia da esposa e da filha, que assistiram ao assassinato de dentro do Corolla da família, estacionado na rua Hoffmann.

Ao longo do final de semana, a Polícia Civil ouviu dez testemunhas presenciais do crime e pessoas próximas do secretário.

Também começaram a ser analisadas imagens de 32 câmeras de vigilância da região onde ocorreu o crime.

Já o Instituto-Geral de Perícias (IGP) iniciou a análise do sangue de um dos suspeitos, que foi ferido pelo secretário.

Segundo o delegado Ranolfo Vieira Junior, diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), a polícia trabalha com duas hipóteses: crime doloso contra a vida e latrocínio, numa tentativa de roubo de veículo.

“Não podemos dizer ainda se é um latrocínio ou um homicídio.

A investigação tem que ser isenta, não posso me contaminar por uma ou outra hipótese para não prejudicar o trabalho”, declarou Vieira Junior.

Na coletiva de imprensa concedida no sábado à tarde, Ranolfo e Bolívar Llantada, da delegacia de Homicídios, ressaltaram que as ações tomadas pelos profissionais não são típicas de executores profissionais, o que reforçaria a hipótese de tentativa de roubo.

Em depoimento, a esposa de Eliseu Santos, Denise Goulart Silva, afirmou que os criminosos não anunciaram assalto.

Para identificar os três homens que participaram do assassinato, os investigadores trabalham em três frentes principais de investigação.

A primeira delas é a procura do veículo utilizado pelos três homens que participaram do assassinato.

De acordo com as informações das testemunhas, o carro poderia ser tanto um Vectra como um Astra, branco ou prata.

Armado com uma pistola Glock .

380, Eliseu feriu um dos agressores.

A polícia tem pelo menos cinco suspeitos, entre homens que deram baixa em hospitais e um que apareceu morto na Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre, na madrugada de domingo.

A comparação com o material genético coletado no local do crime e o dos suspeitos poderia estabelecer se algum deles participou do assassinato.

A Polícia Civil também analisa as imagens das câmeras de segurança do entorno do local do crime.

Até ontem, já haviam sido obtidas imagens de 32 câmeras, mas nem todas forneciam detalhes da ocorrência.

O secretário foi abordado por dois homens que haviam chegado em um carro, junto de um terceiro suspeito.

Armado, Eliseu teria efetuado nove disparos, ferindo um dos agressores.

Na troca de tiros, ele morreu com um tiro no peito e outro na perna direita.

A hipótese de execução poderia estar relacionada à atuação de Eliseu à frente da Secretaria da Saúde.

Na véspera do assassinato, ele prestou depoimento na Polícia Federal sobre o suposto desvio de recursos pelo Instituto Sollus, contratado pela prefeitura.

Na ocasião, chegou a encaminhar a renovação do porte de arma, que venceria agora em março.

O superintendente da Polícia Federal no Estado, Ildo Gasparetto, diz que Eliseu não relatou nenhum tipo de ameaças.

“Estamos acompanhando a investigação, estive conversando com o delegado Ranolfo e nos colocamos à disposição para algum auxílio, mas oficialmente não participamos, até porque não temos competência para isso”, afirmou Gasparetto.

Ele também esteve no centro de uma polêmica com uma empresa encarregada pela segurança de postos de saúde da Capital.

Eliseu ainda teria informado ao Ministério Público Estadual ter recebido ameaças após investigar demissões na Secretaria Municipal da Saúde.

* Agência Trabalhista de Notícias com informações do Jornal do Comércio