‘Feiras livres são aliadas no combate à Covid-19’, defende Adilson Espindula

PTB Notícias 1/04/2020, 10:24


Imagem Crédito: Lissa de Paula/Ales

[vc_row][vc_column][vc_column_text css=”.vc_custom_1585747362075{margin-bottom: 0px !important;}”]“As feiras livres, se devidamente organizadas, se transformam em aliadas da população no combate à transmissão do coronavírus”. Com essa defesa, o deputado estadual Adilson Espindula (PTB-ES) está em conversa com os municípios capixabas de Vitória, Viana e Colatina, solicitando a reabertura das feiras livres, suspensas em decorrência da pandemia da Covid-19.

A ação atende ao pleito dos agricultores familiares capixabas, pois a maioria não tem conseguido se adequar às entregas em domicílio. “O percentual dos agricultores que conseguem fazer entrega é muito pequeno. Somente os orgânicos conseguem fazer com uma certa tranquilidade, e mesmo assim, nem todos”, expõe o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares de Santa Maria de Jetibá (STRSMJ), Egnaldo Andreatta.

Segundo o Sindicato, Vitória possui 24 feiras convencionais e três orgânicas de rua, além das agroecológicas realizadas nos shoppings. Somando-se às de Cariacica, Serra e Vila Velha, que continuam em funcionamento, são mais de 110 feiras livres na Grande Vitória, essenciais para a manutenção do ciclo de produção dos agricultores familiares para o funcionamento das Centrais de Abastecimento do Espírito Santo (Ceasa), para a chegada de alimentos frescos e mais baratos à população.

Em ofício enviado especificamente ao prefeito de Vitória, Luciano Rezende (Cidadania), Adilson Espindula enfatiza a importância das feiras, para “defesa não só do produtor rural de agricultura familiar, como também da segurança alimentar e saúde de toda a sociedade nesse período de pandemia”.

O parlamentar também ressalta a superioridade desse tipo de venda direta ao consumidor: por serem realizadas ao ar livre; por integrarem em um sistema mais curto e seguro de produção e venda; por demandarem período mais curto de estoque e manuseio dos alimentos; por permitirem o contato de um número menor de pessoas durante a cadeia produtiva; e por fornecerem à população alimentos frescos, orgânicos e com preços menores.

E pede que sejam definidos protocolos de segurança para o funcionamento seguro das mesmas, constando, entre outras regras: maior espaçamento entre as barracas; estabelecimento de distância mínima entre comerciantes e consumidores; manuseio dos alimentos e produtos exclusivamente por vendedores feirantes com luvas; prolongamento do horário de funcionamento para evitar grandes aglomerações; atendimento individualizado; e disponibilização de álcool em gel para esterilização.

“O sindicato vê o atual momento difícil que todos estão passando como oportuno para mudança de hábitos que a situação exige, transformando assim o modo de todos nós agricultores e prefeituras e fazermos as nossas feiras livres pensando na permanência do atual cenário por um longo período”, defende Espindula.

Com informações do Século Diário[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]