Fernando Collor: Mercosul é mais espaço político que de integração

PTB Notícias 5/06/2013, 15:24


O presidente da Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado (CI), Fernando Collor (PTB-AL), afirmou, nesta quarta-feira (5/6/2013), na reunião da comissão, que o Mercosul é mais um espaço político que um espaço de integração.

Para Collor, o momento atual do bloco contrasta com o que vive a Aliança do Pacífico, deixando o Brasil isolado das cadeias produtivas mundiais.

O senador se referiu à sétima reunião de cúpula da Aliança do Pacífico, realizada em 23 de maio, na Colômbia.

O bloco, que reúne Chile, Colômbia, México, Peru e, desde maio, Costa Rica, decidiu eliminar 90% das tarifas de bens negociados pelo bloco, pretendendo a eliminação total de tarifas em curto prazo.

Para Collor, a Aliança do Pacífico vive um bom momento para os negócios em oposição ao Mercosul.

“A postura favorável aos negócios e aos empreendedores da Aliança contrasta com a atual fase que vive o Mercosul, às voltas não só com o protecionismo argentino, mas também com o clima desfavorável causado pela suspensão do Paraguai”, afirmou Collor.

Collor destacou que o Paraguai tem aumentado o ressentimento em relação ao Brasil e foi um dos observadores da reunião da Aliança do Pacífico, manifestando seu interesse em participar do bloco.

Para o senador, entre os problemas do Mercosul, estão a lentidão institucional e um viés estatizante.

“O Mercosul tem se transformado em espaço político, mais do que de integração, em detrimento de nossos interesses mais permanentes”, disse.

Na opinião do presidente da CI, o Brasil pode acabar se isolando das cadeias produtivas mundiais e dos fluxos mais dinâmicos do comércio internacional.

Paralisação de obrasO senador Fernando Collor reiterou, também durante a reunião da CI, que não é contrário à atividade de fiscalização de obras por parte dos órgãos competentes, como o Tribunal de Contas da União.

O assunto tem sido recorrente nas reuniões da comissão e alvo de discussões entre senadores.

Ele disse que questiona o excessivo rigor na apuração, o que tem, em sua opinião, causado enormes prejuízos ao país.

“Reafirmo que aquele que levantar a voz por não querer enxergar essa situação, por se preocupar exclusivamente com a letra fria da lei, com a inflexibilidade burocrática e sem o bom senso nas análises estará, este sim, levantando a voz contra o Brasil”, afirmou.

Agência Trabalhista de Notícias (NM), com informações da Agência SenadoFoto: Marcos Oliveira/Agência Senado