Fernando Fiori relata crise no setor de flores em Holambra por causa do coronavírus

Agência Trabalhista de Notícias 3/04/2020, 11:47


Imagem Crédito: Divulgação/Prefeitura de Holambra

Todos os dias toneladas de flores têm sido descartadas nos sítios de Holambra (a 133 quilômetros de São Paulo), conhecida justamente como cidades das flores. São rosas, orquídeas, crisântemos — plantadas há meses, até mesmo anos, para serem vendidas e usadas em festas de casamento, formaturas e outros tipos de evento.

Os produtores de flores amargam uma queda de cerca de 90% nas vendas desde o início da quarentena imposta para tentar conter o avanço do novo coronavírus no Brasil.

As dificuldades enfrentadas pelo setor também podem refletrir na economia de Holambra. De acordo com o prefeito, Fernando Fiori (PTB), as flores correspondem a 90% do PIB do município.

“A cidade vive da produção de flores. Somos estância turística por causa das flores, que movimenta a cidade. Todo o comércio e a vida local estão ligados direta ou indiretamente à comercialização e produção”, afirma.

A cidade, de cerca de 15 mil habitantes, não tem espaço no orçamento para subsidiar as perdas dos produtores, segundo o prefeito.

“Estamos ajudando as famílias mais carentes com cestas básicas e programas para viabilizar alimentos para as pessoas que estão em casa.”

Na quarta (1º), Fiori enviou uma carta para os governos estadual e federal solicitando atenção especial ao setor —que, de acordo com o documento, movimenta R$ 8 bilhões por ano. Por enquanto, não se disponibilizou uma linha de crédito específica para os floricultores.

Com informações da Folha de São Paulo