Fernando Gonçalves critica demora em solução para falta d´água na Baixada

PTB Notícias 17/02/2010, 10:25


O deputado federal Fernando Gonçalves, do PTB do Rio de Janeiro, manifestou sua indignação no Plenário da Câmara pela demora na adoção de medidas concretas para resolver o problema de desabastecimento de água em Nova Iguaçu (RJ) e em toda a Baixada Fluminense.

“Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis, São João de Meriti, Queimados, Duque de Caxias e demais municípios da região merecem muito mais do que vêm recebendo da Cedae, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Estado do Rio de Janeiro”, afirmou o petebista.

Segundo o parlamentar, a estação de tratamento de água do Guandu, que abastece a região, passou por várias reformas e ampliações e hoje fornece 43 mil litros de água potável por segundo, o que equivale ao triplo de sua capacidade inicial.

No entanto, explicou, mais da metade do que o Guandu produz destina-se a cobrir 87% da demanda da cidade do Rio de Janeiro.

Gonçalves lembrou que, em reportagem publicada pela revista Scientific American Brasil de dezembro de 2009, dirigentes da Cedae afirmam que a água seria suficiente para abastecer duas Noruegas.

“A realidade evidencia, entretanto, que, em vez de duas Noruegas, sequer estão sendo devidamente abastecidas as cidades mais próximas à estação de tratamento, que são os municípios da Baixada Fluminense, sobretudo Nova Iguaçu e Mesquita”, denunciou.

O deputado do PTB do Rio de Janeiro ressaltou que, em 22 de janeiro, moradores de Mesquita promoveram protesto pacífico em frente ao Palácio das Laranjeiras, residência oficial do governador do Rio de Janeiro, denunciando as restrições no fornecimento de água.

“Para demonstrar a gravidade do problema, vale dizer que em Mesquita existe um Fórum Permanente em Defesa do Abastecimento de Água – o que, logicamente, seria desnecessário se houvesse fornecimento regular”, disse.

Gonçalves observou que havia uma promessa de acabar com a escassez de água em dezembro do ano passado, o que não ocorreu.

“Em Nova Iguaçu, no início de janeiro, a falta de água era quase permanente no centro e em vários bairros.

Na zona central, síndicos de prédios considerados nobres pagavam e pagam R$ 200 a R$ 300 por carro-pipa, na tentativa de amenizar o problema.

No bairro da Palhada, um dos muitos atingidos pelos cortes no fornecimento, moradores organizaram um protesto contra a Cedae, exibindo baldes, bacias e latões.

Alguns informavam que desde o Natal os reservatórios de suas casas permaneciam vazios”, disse.

fonte: Jornal da Câmara