Ferrarini percorre a Cracolândia e visita centro de recuperação em SP

PTB Notícias 24/06/2011, 10:32


O deputado estadual petebista Edson Ferrarini, acompanhado de outros deputados que compõem a Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack, da Assembléia Legislativa de São Paulo, esteve na manhã da última terça-feira (21/06/2011) na região da Cracolândia, local no centro de São Paulo, próximo à estação Júlio Prestes, onde há grande concentração de usuários de crack.

Ferrarini e os parlamentares da Frente percorreram várias ruas da região da Luz e inspecionaram uma casa em ruínas na alameda Dino Bueno, local que é utilizado para o consumo de drogas e ainda abriga alguns cômodos que servem de residência improvisada.

Falta de vontade política foi a alegação do deputado Edson Ferrarini para explicar o surgimento e a manutenção de um local como a Cracolândia.

“Sabemos que as demandas são grandes, mas o Poder Público tem que priorizar a resolução desta situação e criar ações que possam coibir o avanço da droga no Estado e atender o dependente.

“Para mim, que atuo na área há 40 anos, o fundamental é que haja um programa de prevenção bem-estruturado e capaz de evitar o uso, pois uma vez instalado o vício, o resgate do indivíduo é muito difícil e oneroso”, afirmou o petebista.

O tenente coronel Bazela, comandante do batalhão da Polícia Militar responsável pelo patrulhamento da área, acompanhou a visita e forneceu dados aos integrantes da frente.

Segundo Bazela, perto de 350 usuários moram na área, mas a população aumenta à noite, quando outros consumidores e traficantes circulam pela região.

“A polícia tem feito um trabalho sistemático de repressão ao tráfico e controle da criminalidade na área.

Neste ano já tivemos 42 prisões em flagrante de traficantes, 34 capturas de foragidos da Justiça, 21 prisões em flagrante por roubo e 17 por furto.

Nosso trabalho precisa estar integrado com outras ações do Poder Público, pois hoje enxugamos o chão com a torneira aberta”, reclamou.

Durante a visita à área central, os parlamentares também ouviram moradores de prédios residenciais próximos à região, que se queixavam da ausência do Poder Público para tratar do problema.

“Toda vez que aparece uma autoridade nós relatamos a dificuldade por que passamos.

Não conseguimos mais utilizar a porta de serviço do nosso prédio, pois ela está tomada pelos crackeiros”, relata moradora de um edifício na praça Júlio Prestes.

Agência Trabalhista de Notícias (com informações da Assembléia Legislativa de São Paulo)