FIGV promove seminário no Rio para discutir reforma política e eleições

PTB Notícias 11/06/2011, 16:04


A Fundação Instituto Getúlio Vargas (FIGV) promoveu na tarde deste sábado (11/06/2011), na cidade de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, o seminário “A reforma política e as eleições 2012”.

O evento foi realizado na Universidade Iguaçu (UNIG), e contou com a participação do presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, com a presidente do PTB Mulher, Cristiane Brasil, do vice-presidente da FIGV, Ivan Louzada, do deputado federal Walney Rocha, do primeiro secretário da Executiva Nacional, Norberto Martins, do presidente do Diretório Estadual do Rio de Janeiro, deputado Marcus Vinícius, do presidente do Diretório Municipal de Mesquita (RJ), Fernando Gonçalves, da 2ª vice-presidente, da secretária-geral e da presidente do Diretório do Rio de Janeiro do PTB Mulher, respectivamente Marli Iglesias, Iara Lopes e Vera Gorgulho, além de prefeitos, vereadores, dirigentes e lideranças não só do PTB, mas também do PSL, do PSDC e do PTC.

Os trabalhos foram abertos pelo vice-presidente da FIGV, Ivan Louzada, presidente do Diretório Estadual do Mato Grosso do Sul.

Logo em seguida, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, saudou os participantes do seminário, e disse que é importante que os partidos esclareçam a população sobre as mudanças que o Congresso Nacional pode aprovar na legislação que rege a política nacional.

“As pessoas falam sobre política mas não sabem o que representa a atividade política, não sabem as normas que a regem.

Por exemplo, não entendem os principais tópicos que estão sendo discutidos no âmbito da reforma política, como sistema poporcional, modelos do sistema eleitoral, coligações, voto facultativo, entre tantos outros.

O professor Paulo Kramer crê na importância dos partidos promoverem seminários e palestras para esclarecer a população, e é isso que a Fundação Instituto Getúlio Vargas está fazendo nesta tarde de sábado.

Paulo Kramer é uma pessoal especial e que ajuda o PTB a pensar e formular suas diretrizes.

Queremos levar para a sociedade esse entendimento sobre decisões que irão refletir na forma que o povo escolhe seus representantes políticos”, disse Jefferson.

Após o Presidente do PTB fazer uma saudação especial aos prefeitos, vereadores e dirigentes partidários presentes ao seminário da FIGV, o cientista político Paulo Kramer, professor da UnB, proferiu palestra sobre as regras atuais da política e os itens da reforma que está sendo discutida no Congresso Nacional.

Kramer explicou como funcionam os sistemas majoritários e proporcionais, e explicou cada um dos tópicos da reforma política.

“É preocupante o atual nível de desinteresse da população brasileira sobre a atividade política no País.

Com essa palestra, a FIGV e o PTB mostram a sua preocupação em esclarecer para a sobre a importância das eleições municipais do ano que vem, quando os eleitores brasileiros escolherão seus prefeitos e vereadores erm todo o País.

Estamos fazendo aqui uma análise na Câmara e Senado sobre as mudanças na legislação que rege a atividade política, e se elas entrarem em vigor, é importante que a população conheça as regras para votar”, disse Paulo Kramer no início de sua palestra.

Na segunda parte do seminário da FIGV, a presidente do PTB Mulher, Cristiane Brasil, abordou o tema da necessidade da reforma política criar meios para garantir a maior participação das mulheres na política nacional.

Na sua palestra, Cristiane Brasil comentou as propostas ue envolvem as mulheres e que estão sendo discutidas no Senado e na Câmara dos Deputados, em relação a financiamento de campanha, alternância de mulheres e homens na lista fechada e aumento de 30 para 50% de vagas para mulheres nas candidaturas partidárias.

“Quem acompanha as discussões da reforma política no Congresso, tanto a Senado quanto a da Câmara, verifica que muito se fala sobre a necessidade de ampliar a participação das mulheres na atividade político-partidária, mas na hora de se votar as mudanças na legislação para favorecer as mulheres, há forte resistência em estabelecer estas alterações.

Eu sou contra a adoção do sistema em listas, mas caso ele seja aprovado, é preciso que se estabeleça uma relação de igualdade de candidaturas masculinas e femininas, na proporção de 50% para cada sexo.

Só assim teremos a garantia de que, neste país dirigido por uma mulher, teremos efetivamente oportunidades iguais e a chance das mulheres alcançarem a maior quantidade de postos de direção partidárias e na administração pública”, disse Cristiane.

Agência Trabalhista de Notícias, por Ivana Souza