Fim da inclusão de emendas não acaba com corrupção, diz Amorim

PTB Notícias 13/06/2007, 8:08


O deputado federal Ernandes Amorim, do PTB de Rondônia, afirmou ser radicalmente contra a idéia de se extinguir a inclusão de emenda parlamentar individual, no orçamento da União, como forma de acabar com a corrupção.

“A opinião pública e toda sociedade brasileira espera e quer soluções para resolver esse câncer que envergonha o país há muito tempo, mas não vai ser com o fim das emendas que se resolverá o problema”, externou o parlamentar petebista.

Segundo Amorim, é salutar e necessária a discussão para se definir maneiras de cessar a corrupção no país e por fim a esse sucedâneo de escândalos com o desvio de recursos públicos, mas se diz incrédulo com essa “solução rápida” para resolver o problema.

“Os políticos são os mais estigmatizados como corruptos, mas infelizmente isso está alastrado em todos os poderes e envolve toda a sociedade.

Não podemos agir com hipocrisia.

Todos sabemos que o exercício parlamentar é difícil, principalmente para cumprir sua finalidade, a de fiscalizar.

A única forma de mostrar nosso trabalho é com a inclusão de emendas, que se registre, é pouca coisa, para ser pulverizado para os municípios, sem contar que é trabalho incluir a emenda no orçamento e outro maior conseguir a liberação, quando se consegue”, argumenta Amorim.

Ainda segundo o deputado petebista, a sociedade está amadurecida e cobra medidas mais profundas e urgentes do que a extinção de emendas.

“Precisamos construir, o mais rápido possível, as medidas para conter a corrupção no país.

Não tenho a solução mágica para resolver o problema, mas estamos abertos e propensos a ajudar a criá-la.

Só não podemos é defender essas idéias que surgem apenas como resposta imediata à opinião pública, mas que em sua essência não resolve o problema, ao contrário, dificulta ainda mais o trabalho parlamentar”.

Amorim diz ainda, que a verba destinada através de emenda, é tão pouca, em função da divisão para atender diversos municípios, que não se justifica sua extinção.

fonte: Jornal Diário da Amazônia (AM)