Fiori: “Precisamos de mudanças e de um governo com legitimidade”

PTB Notícias 29/04/2016, 9:27


Com o encaminhamento do processo de impeachment para o Senado, o Jornal da Cidade traz para os leitores a posição do prefeito de Holambra (SP), Fernando Fiori de Godoy.

Eleito pelo PTB, partido que teve 70% da sua bancada no Congresso favorável ao impeachment de Dilma Rousseff, Dr.

Fernando foi eleito em Holambra com o apoio de outros sete partidos, entre eles o PT.

Para o prefeito, a votação mostrou despreparo e falta de respeito de parte dos deputados e, com ou sem impeachment, Dr.

Fernando ressaltou que é preciso “encerrar esse longo período de indefinição política e de congelamento administrativo”.

Confira a entrevista:Jornal da Cidade: Para Holambra, o que significa o avanço do pedido de impeachment?Fiori: O Brasil precisa e aguarda por um desfecho.

É preciso, com ou sem o impeachment, encerrar esse longo período de indefinição política e de congelamento administrativo.

Só assim o país poderá voltar à normalidade e os municípios terão condições de voltar a crescer e colocar suas contas em ordem.

Em Holambra, felizmente, temos conseguido com muito trabalho contornar a crise – mas não sem sentir diariamente os efeitos decorrentes dela.

JC: O que o senhor espera da política e da economia brasileira com um provável impeachment de Dilma Rousseff?Fiori: Esperamos que o país reencontre o caminho do crescimento, que as instituições se fortaleçam e que os órgãos de controle sigam promovendo as investigações necessárias para coibir e punir as práticas de corrupção.

JC: Como o senhor analisa um eventual governo de Michel Temer?Fiori: Tive a oportunidade de me encontrar e conversar diversas vezes com o vice-presidente Michel Temer – uma delas, durante sua visita a Holambra, em 2014.

Ele é, sem dúvida, uma liderança forte e um político muito experiente, com plena capacidade para comandar o país por um período de transição se necessário for, sem as duras restrições acumuladas pela presidente Dilma junto ao Congresso.

Encaro com otimismo a mudança do atual cenário.

É preciso que algo aconteça.

JC: Do que o Brasil precisa nesse momento para apresentar uma recuperação não só econômica, mas também social e política?Fiori: A união e a soma de esforços são sempre fundamentais para o bem coletivo.

Precisamos de mudanças e de um governo com legitimidade, capaz de dialogar com a sociedade e com a classe política para realizar as reformas necessárias para que o Brasil volte a crescer, a oferecer estabilidade e a inspirar credibilidade à população.

JC: Como o senhor e o seu partido se posicionaram em relação ao impeachment?Fiori: Favoravelmente.

No Congresso, 70% dos deputados do PTB votaram pela admissão do processo.

JC: O que o senhor achou do processo de votação na Câmara?Fiori: Penso que o processo de votação revelou ao país uma situação alarmante de grande despreparo e pouca seriedade por parte de muitos dos congressistas.

Testemunhamos condutas desrespeitosas que estão muito abaixo daquilo que esperamos dos nossos representantes.

JC: O PT local apoiou a candidatura do senhor em 2012 e participa do governo.

Como o senhor avalia este apoio? Pode mudar em caso de impeachment?Fiori: Minha candidatura, em 2012, nasceu a partir do desejo de mudança da comunidade e da união de diversas forças e partidos políticos em nome da retomada do crescimento de Holambra após quatro anos de total desgoverno.

Oito partidos integraram nossa coligação – além do PTB, meu partido, e do PT, tínhamos conosco o PSD, o PSDB, o PP, o PMDB, o PSB e o PSDC.

A união fez e segue fazendo diferença para a nossa cidade.

A presença do PT, por exemplo, abriu portas para o diálogo e para a conquista de recursos importantes junto a deputados e ao Governo Federal.

Não há, portanto, motivo para que tenhamos uma postura diferente em caso de impeachment.

Cada município ou ente federativo vive a sua realidade própria.

Em Holambra, apesar de pequeno, o PT participou ativamente do processo de amadurecimento da política local com representantes que deixaram legados de trabalho, como o padre Nicolau Bakker e o Foquinha.

Agência Trabalhista de Notícias (LL), com informações do Jornal da Cidade Foto: Divulgação/Assessoria