Frank Aguiar ressalta na Câmara importância do consumo do caju

PTB Notícias 10/09/2007, 9:54


O deputado federal Frank Aguiar, do PTB de São Paulo, divulgou no Plenário da Câmara alguns números sobre a atual situação da produção de caju no Brasil.

Segundo os dados lidos pelo deputado petebista, o Brasil deverá produzir este ano 265,8 mil toneladas de castanha de caju.

A produção da polpa da fruta será superior a 2,39 milhões de toneladas.

Desse total, cerca de 1,9 milhão de toneladas são jogadas fora.

“Isso mesmo, essa enorme quantidade vai diretamente para o lixo, mesmo sendo o Brasil um País que tem a pobreza do povo como algo tão visível, especialmente na Região Nordeste.

Para tentar reverter esse desperdício, o Serviço Social da Indústria (SESI) lançou, semana passada, com a presença do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Projeto Caju.

Integrante do programa Cozinha Brasil, o projeto pretende capacitar trabalhadores nos quatro maiores Estados produtores da fruta — Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte e Bahia — , para fazerem comidas salgadas de alto valor nutritivo e baixo custo”, disse Frank Aguiar.

No evento, o presidente Lula afirmou que o Brasil precisa recuperar o tempo perdido com o caju e que é um erro o costume das crianças em tomar qualquer refrigerante, com marca estrangeira, sem conhecer a cajuína.

“Em outras palavras, o Presidente disse que é mais saudável beber uma deliciosa cajuína, preferencialmente se for produzida no querido Piauí, do que qualquer refrigerante.

Eu concordo.

E não o faço por amor ao meu Estado natal ou por interesses pessoais.

A razão que me impõe concordar com o Presidente é científica.

Depois da água, o refrigerante é a bebida de maior consumo no mundo e seus efeitos maléficos são destacados pelos pesquisadores que nos chamam atenção para o aumento do risco de doenças como obesidade, diabetes, gastrite e câncer de esôfago.

Nesse contexto, qual a razão para termos uma fruta tão rica em nutrientes e uma bebida tão saudável quanto a cajuína e não darmos a ela a merecida importância?”, questionou o parlamentar petebista.

“A cajuína não é para o Nordeste e, especialmente, para o Piauí, simplesmente uma bebida.

É um cartão postal.

Não é um produto.

É a manifestação de uma riquíssima identidade cultural.

Ela não é um refrigerante de caju.

É um presente que nos é dado pela natureza.

Tenho certeza de que esse movimento iniciado pelo SESI, encampado pelo Presidente Lula e que conta também com o nosso apoio, possa sensibilizar mais e mais pessoas, fazendo da cajuína uma bebida popular em todo o Brasil e com o seu modo artesanal de fabricação devidamente protegido pelo IPHAN, em atendimento a uma solicitação feita por nós”, finalizou Frank Aguiar.

Agência Trabalhista de Notícias.