“Fui cassado porque provei a existência do mensalão”,diz Roberto Jefferson

PTB Notícias 28/08/2007, 16:58


O Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, comentou nesta terça-feira (28/8) a decisão do Supremo Tribunal Federal de acatar a denúncia do mensalão.

De acordo com Roberto Jefferson, o STF agiu democraticamente, e demonstrou que não há ninguém acima da lei.

“Eu poderia ter ficado calado, já que nunca comandei esquema de corrupção algum, como quiseram fazer crer; antes, fiz um sacrifício pessoal em nome da verdade ao denunciar o mensalão, mesmo sabendo que poderia responder como réu.

Mas valeu a pena.

A maior Corte de Justiça está no caminho certo e, ao final, será provado que o mensalão existiu”, disse Jefferson.

Leia abaixo o comentário do Presidente do PTB:Mensalão (1) Ao acatar a denúncia contra ministros do governo e a cúpula do PT, o STF agiu democraticamente, demonstrando que não há ninguém acima da lei e da Constituição, que o Brasil não é a Venezuela.

Eu poderia ter ficado calado, já que nunca comandei esquema de corrupção algum, como quiseram fazer crer; antes, fiz um sacrifício pessoal em nome da verdade ao denunciar o mensalão, mesmo sabendo que poderia responder como réu.

Mas valeu a pena.

A maior Corte de Justiça está no caminho certo e, ao final, será provado que o mensalão existiu.

Mensalão (2)Ao incluir meu nome na denúncia, o procurador-geral, Antonio Fernando de Souza, agiu como o atual vice-governador de São Paulo, Alberto Goldman – à época, líder do PSDB na Câmara -, quando de minha cassação.

Goldman trabalhou pela cassação do meu mandato sob o argumento de que eu ficaria muito forte politicamente.

No caso do procurador, ele não só impediu que eu me fortalecesse politicamente como deu uma no cravo e outra na ferradura.

Indicado e reconduzido por Lula ao cargo de procurador-geral, Antonio Fernando denunciou ministros e a cúpula do PT, mas incluiu meu nome, obrigando-me ao silêncio – a testemunha tem o dever de falar; o réu, o de calar.

Caso contrário, eu seria uma voz forte demais a gritar contra esse governo podre do PT.

Mensalão (3)Eu falei sobre o mensalão não só ao Brasil (em junho de 2005), mas ao Miro Teixeira, ao Walfrido dos Mares Guia, ao Ciro Gomes, ao José Dirceu (em 2003/2004) e ao presidente Lula (em janeiro de 2005) – e muito antes de o Maurício Marinho, pessoa que não privava de minhas relações, me rifar (assim como o irmão do Lula fez com ele, pedindo “dois pau pra eu”), por meio de uma fita; fita esta que tentaram me vender, e eu não aceitei – mais tarde, distribui cópias para quem quisesse ver.

E a quadrilha que gravou o Maurício Marinho está presa, capturada pela Polícia Federal na Operação Selo, pois continuou agindo na estatal, independentemente dele, que foi afastado.

Aliás, o grupo agiu por longo tempo nos Correios, de acordo com informações veiculadas por jornais e TVs.

Se infração cometi, e posso até ter cometido, foi de natureza eleitoral.

Não pratiquei corrupção passiva, já que não recebi dinheiro de ninguém para levar o meu partido a fazer ou deixar de fazer um ato de ofício (votação em plenário) a favor do governo ou contra o interesse de ferir esse governo.

Não fiz isso, o PTB não participou do mensalão.

Colocaram em minha conta coisas que não fiz, fatos que ocorreram quando eu ainda nem era presidente do PTB.