Graça Amorim comenta projeto de inclusão social Levanta e Vem Para o Meio

PTB Notícias 10/06/2010, 7:18


Cerca de 17,5% da população do Piauí têm algum tipo de deficiência, aproximadamente 501 mil piauienses, segundo o IBGE.

Para esse público, a reabilitação, qualificação profissional e inclusão no mercado de trabalho são os principais desafios.

E é justamente nessas três bandeiras levantadas pelas Pessoas Com Deficiências- PCDs que o projeto de inclusão social “Levanta e Vem Para o Meio” vai focar suas ações.

O projeto é orçado em R$ 250 mil e tem a proposta de apresentar ações especializadas que permitam reabilitar, qualificar e conduzir os PCDs ao mercado formal de empregos.

As ações vão ser realizadas através de uma parceria entre a Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal do Trabalho, Cidadania e de Assistência Social (SEMTCAS) e a Ação Social Arquidiocesana (ASA).

O acompanhamento técnico-metodológico e administrativo será feito pela Associação para Valorização e Promoção de Excepcionais (Avape) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

“Esta é uma excelente notícia no Dia Estadual da Pessoa com Deficiência, já que o ingresso no mercado de trabalho é um dos grandes sonhos dos PCDs.

Além disso, estamos empossando a manhã os membros do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que vai trabalhar para assegurar as demandas do grupo”, disse a Secretária da SEMTCAS, Graça Amorim (PTB).

Para o presidente do Conselho Municipal dos Direitos das pessoas com Deficiência, Antenilton Marques da Silva, o projeto chega ao Piauí num momento em que as discussões se centralizam na qualificação.

“Hoje, as pessoas com deficiência exercem funções elementares nos quadros das empresas.

Queremos ser incluídos em funções mais valorizadas, já que temos capacidade para exercê-las.

Funções que nos dê mais dignidade e que possa nos proporcionar uma melhor remuneração”, pontua Antenilton.

O presidente acrescenta que as pessoas com deficiência não querem mais ficar sujeitos aos benefícios do governo federal que se baseia no salário mínimo.

“Queremos qualificação, ter uma vida mais digna, dar uma educação melhor para os nossos filhos e só conseguiremos isso se tivermos capacitados para assumir cargos técnicos, burocráticos que aumentem o nosso poder aquisitivo e, por conseqüência, nos inclua no mercado consumidor”, diz.

Graça Amorim, secretária de Assistência Social, informa que o projeto será voltado para adolescentes e jovens portadores de deficiência em situação de vulnerabilidade social e suas famílias.

“As ações serão dirigidas para os mais vulneráveis de maneira que sejam garantidos os direitos relativos à mobilização, sensibilização, atendimento e inclusão dos jovens no mercado de trabalho”, destaca.

Ela explica que os cursos serão organizados a partir de uma análise do mercado de trabalho, a demanda de vagas em aberto, assim como a perspectiva de novos mercados.

“Nosso objetivo é o emprego.

Após a capacitação, queremos ver esses jovens assumindo ocupação de destaque dentro das empresas, percebendo boas remunerações e vivendo com dignidade”, fala.

* Agência Trabalhista de Notícias com informações do Portal 180 Graus